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Domingo, 15 Jul 2018
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POLÍTICA
OPOSIÇÃO CRITICA CONTAS CONSOLIDADAS
Rádio Cova da Beira
Com os votos contra da oposição, a Assembleia Municipal da Covilhã (AMC) aprovou, por maioria, as contas consolidadas do município.
Por Paula Brito em 04 de Jul de 2018
CDS reafirmou na assembleia os argumentos que o levaram a votar contra os documentos na reunião do executivo. Na declaração de voto, João Bernardo considerou preocupante a falta de ambição das empresas municipais e deitou por terra o argumento da maioria da redução da dívida.

“A grande bandeira deste presidente da câmara é que reduziu a dívida em milhões de euros, ele não reduziu nada porque quem vê o PAEL e os acordos de execução que têm que ser cumpridos, isto é navegar sem ter que mexer uma palha. No que diz respeito às empresas municipais, é preocupante, para não dizer vergonhoso, a falta de ambição nomeadamente no que diz respeito à ICOVI, a estratégia da câmara para esta empresa é reduzida a cinco linhas.”

Luís Fiadeiro, do movimento “De novo Covilhã” destacou o agravamento do resultado negativo do exercício, das dívidas e das despesas com pessoal.

“Verifica-se também um aumento significativo das pessoas vinculadas às empresas municipais, sendo as mais relevantes as afectas à Icovi, desconhecendo-se a razão de ser da sua contratação, não há qualquer plano de redução das despesas e optimização dos recursos, com os respectivos resultados, para além das empresas não possuírem uma estratégia, reflecte-se apenas uma gestão corrente.” 

Já Catarina Mendes, da bancada socialista, preferiu salientar as reduções que os documentos revelam.

“Em todas as rubricas da dívida de médio e longo prazo verifica-se uma substancial redução, de mais de 6 milhões de euros, fruto das opções tomadas no passado, felizmente cada vez mais longínquo. Não é de somenos importância a diminuição da dívida a fornecedores que é um indicativo da preocupação que este executivo tem para com a economia real, esta preocupação está também patente na diminuição da dívida a empreiteiro em mais de 30%, a redução da dívida para com as freguesias é de 50%.”

Marco Aurélio, da bancada do PSD, lamenta a falta de transparência e rigor dos documentos, analisados na globalidade sem que a assembleia conheça as contas individuais de cada empresa.

“Quero aqui dizer que, se alguém conseguir apreciar contas consolidadas sem as contas individuais de cada um das empresas municipais, significa que não sabe o que está a falar.” É esta “opacidade” que levou Marco Aurélio a apresentar um requerimento à mesa “onde se requer a dissolução dos órgãos sociais das empresas municipais por violação do estipulado na lei.”

Também Marco Gabriel, da CDU, entende que o desconhecimento das contas individuais inviabiliza a análise completa das contas consolidadas e por isso deixou algumas questões ao executivo.

“Considerando que a ADC, detida em 49% por um privado que não está para dar prejuízo, e que nos anos 2015 e 2016 deu mais de um milhão de euros de lucro, perguntamos qual a empresa ou empresas que são deficitárias neste grupo? Se os privados fizessem isto dir-se-ia que era para não pagar impostos, neste caso é para quê? Não mostrar integralmente o endividamento que passa de 41 milhões na câmara para 57 milhões nas contas consolidadas? Ou as dividas a terceiros que passam de 45 para 66 milhões de euros?”

Vítor Pereira diz que só não entende as contas quem não quer.

“Só em 2017 as amortizações relativas a caminhos e estradas municipais foram de 9,7 milhões de euros, se as não fizéssemos reflectir estávamos aqui a falar num resultado brutal do exercício. Mais, as infra estruturas saíram da ADC para a ICOVI sabem porquê? Porque se assim não fosse a ADC nunca teria resultados positivos.”

As contas consolidadas do município e empresas municipais da Covilhã foram aprovadas por maioria com os votos contra de toda a oposição. 

 


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