RCB/TuneIn
Sábado, 22 Set 2018
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
ESTÊVÃO LOPES TOMA POSSE
Rádio Cova da Beira
Transformar o agrupamento de escolas do Fundão numa referência a nível regional. É este o grande objectivo que traçado por Estêvão Lopes no regresso ao cargo de director daquele estabelecimento de ensino. Depois de ter deixado as funções em 2013, Estêvão Lopes foi candidato único ao acto eleitoral que decorreu no passado mês de Abril, tendo sido eleito com 95 por cento de votos favoráveis dos elementos que integram o conselho geral.
Por Nuno Miguel em 03 de Jul de 2018

Na cerimónia de tomada de posse, o director do agrupamento refere que foram muitos os apelos que recebeu no sentido de avançar com esta candidatura, que vai agora ter pela frente vários desafios. O primeiro é a concretização das obras de requalificação do complexo escolar “temos oportunidade de reformular espaços, melhorar condições, terminar com os constrangimentos de rupturas de condutas de água, com os problemas eléctricos, com mobiliário desadequado e os enormes custos que temos com a água e com o aquecimento. São obras que simultaneamente vão ser também uma oportunidade no sentido de caminhar para uma maior cultura de agrupamento. Vamos ter que mudar de sítios e criar uma relação mais próxima com outros locais. Durante algum tempo vamos ter só uma sala de professores, só uma biblioteca e tudo isso pode ser uma oportunidade de caminhar nesse sentido”. 

 

Outro dos grandes desafios para o mandato passa pela descentralização de novas competências para os municípios na área da educação. Um processo que o novo director do agrupamento espera que decorra sem sobressaltos “porque esta descentralização que está a ser feita é uma municipalização do ensino. Por acaso a minha tese de mestrado foi feita com base neste tema. Eu sou um defensor da municipalização embora não tanto da maneira como o processo está a ser feito em Portugal, porque entendo que deveria haver uma maior responsabilização dos municípios. Quando olhamos para o norte da Europa vemos isso a funcionar muito bem e no sul da Europa nem por isso”. 

 

Reforçar a articulação curricular entre ciclos, diversificar as ofertas formativas e concretizar uma maior abertura ao exterior tendo sempre os alunos no centro de toda a actividade são algumas das principais linhas que o director do agrupamento quer concretizar ao longo dos próximos quatro anos. Para além disso é também necessário concretizar uma melhor definição do funcionamento da escola “é necessário eliminar redundâncias, definir claramente competências e respectivas responsabilidades dos órgãos internos e eliminar a possibilidade de algumas arbitrariedades, mesmo que por vezes não sejam intencionais, mas que causam sentimentos de injustiça. Nesse sentido devemos alterar o regulamento interno para que ele seja mais claro e permita uma acção mais eficiente de todos os órgãos. Já solicitei ao presidente do conselho geral que marque uma reunião onde possam ser apresentadas e votadas um conjunto de propostas para a alteração desse regulamento”.

 

Nesta cerimónia de tomada de posse, o presidente da câmara do Fundão referiu que em relação às obras de requalificação o início dos trabalhos pode estar para breve “estamos na parte final da emissão de visto por parte do tribunal de contas o que significa que estamos muito próximos de poder começar uma intervenção de fundo neste conjunto das duas escolas. É um espaço que, pela sua ligação com o ambiente urbano envolvente, é algo que diz muito ao quadro da cidade e que terá aqui um espaço mais qualificado ao nível do quadro de respostas”. 

 

Já em relação à descentralização de competências, os próximos dias vão ser de trabalho intenso. Isto porque a autarquia tem de dar a conhecer a sua posição à associação nacional de municípios até à próxima sexta-feira. Paulo Fernandes refere que a proposta apresentada aponta para uma transferência da gestão dos equipamentos escolares e pessoal não docente para os municípios, que assumem também novas responsabilidade ao nível dos custos de manutenção dos edifícios “são dimensões tão grandes do ponto de vista do que são as alterações de responsabilidades por parte do município e do agrupamento para percebermos que estamos perante algo que deve ter muita ponderação mas que deve ser trabalhado de uma forma intensiva, atendendo aos prazos que temos. Uma coisa é certa, nós vamos ter que criar o nosso espaço associado ao processo de co-gestão. Não há dúvida nenhuma disso, perante o que é esta realidade da descentralização”. 

 

Maria João Baptista, Teresa Félix, Joaquim Guedes e Luís Gonçalves são os restantes elementos que fazem parte da nova estrutura directiva do agrupamento de escolas do Fundão. Recorde-se que ao longo do último ano lectivo a estrutura esteve a ser gerida por uma comissão provisória.


  Redes Sociais   Facebook

2007—2018 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados