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POLÍTICA
PCP: “ACABE-SE COM AS PORTAGENS NA A23”
Rádio Cova da Beira
O secretário-geral do PCP defendeu, esta sexta-feira, no Fundão, o fim das portagens nas autoestradas do Interior, nomeadamente na A23. Para Jerónimo de Sousa, a medida combateria as assimetrias regionais e contribuiria para o desenvolvimento económico e mobilidade das populações”.
Por Paulo Pinheiro em 23 de Jun de 2018

O líder comunista, que falava no final de um jantar convívio realizado nas instalações da escola EB 2/3 Serra da Gardunha, no Fundão, lembrou que estes foram os argumentos apresentados pelo PCP no projecto-lei apresentado na Assembleia da república, em Novembro de 2017, para que o Governo adoptasse medidas para a eliminação das portagens nas ex- Scut´s

 

“O PCP tem-se empenhado na luta contras a portagens”, disse o secretário-geral do Partido Comunista Português que realçou ser o pagamento das portagens um entrave ao crescimento da região e vai contra “as grandes declarações de amor” que se tem ouvido pelo Interior

“Vimos sucessivos governos fazerem grandes declarações de amor pelo Interior, mas a verdade é que quando vêm as medidas, soçobram. Aqui esta um exemplo concreto: acaba-se com as portagens, como uma das grandes medidas para o desenvolvimento do distrito de Castelo Branco, das suas cidades e das suas gentes”, frisou Jerónimo de Sousa.

 

Na iniciativa promovida no âmbito da campanha nacional do PCP “Valorizar os Trabalhadores- Mais Força ao PCP”, o secretário-geral dos comunistas recordou que a redução de 15% do valor das portagens “foi insuficiente” e defendeu ser esta a hora de assumir o fim das portagens, nomeadamente por ex-ministros “que tiveram responsabilidade política no agravamento da situação”.

Na intervenção, Jerónimo de Sousa deixou críticas a PS, PSD e CDS/PP, quanto ao recente acordo de concertação social

“Um Acordo que não responde aos problemas dos trabalhadores e introduz novos elementos negativos. Acordo que revela que o PS não só não se descola dos seus compromissos com os interesses do grande capital, como procura, sustentado nessa convergência, garantir invioláveis os grandes interesses monopolistas que fortificaram ao longo de décadas à sombra da política de direita de governos de PS, PSD e CDS”, acrescentando tratar-se “de um acordo onde se insiste no propósito de manter a caducidade da contratação colectiva e a recusa de reintrodução do princípio do tratamento mais favorável ao trabalhador”.

 

Para o PCP, impõem-se a revogação das normas gravosas do Código do Trabalho e da legislação laboral na Administração Pública “como um elemento necessário de valorização do trabalho e dos trabalhadores”.

 

Os comunistas reafirmam a sua intervenção “e firme determinação de continuar o combate pela reposição de direitos e rendimentos injustamente usurpados, mantendo vivas as propostas que tem vindo a apresentar na Assembleia da República”, frisou o líder do PCP.

 

Jerónimo de Sousa anunciou que próximo dia 6 de Julho, data agendada para o debate do pacote da legislação laboral apresentado pelo governo para cobrir o seu Acordo de Concertação, o PCP apresenta seis Projectos de Lei que desafia os socialistas a votarem favoravelmente, ao contrário das propostas do governo, “visam limitar as possibilidades de contratação a prazo, de trabalho temporário, mas também limitar o despedimento colectivo e por extinção do posto de trabalho, a revogação do despedimento por inadaptação, bem como garantir a reposição das indemnizações por despedimento e do direito a férias na Administração Pública e no sector privado”.

 

Na sessão, Jerónimo de Sousa fez também um apelo à mobilização dos comunistas em torno da actual situação que exige “um PCP cada vez mais forte, fortalecendo meios e capacidades. Mais forte e reforçado em todos os planos - político, ideológico, orgânico”., disse.

 

 

“Precisamos de um PCP com uma organização mais forte e mais reforçada em número de militantes e em militância activa, mais presente nas empresas e locais de trabalho e na vida local, mais reforçada em quadros para assegurar o trabalho estruturado de organização e de direcção necessários ao desenvolvimento da sua acção a todos os níveis e um PCP mais capacitado para agir e intervir em defesa dos trabalhadores, mas também das populações e na solução dos seus problemas”, salientou.

 

 

 

 

 


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