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Domingo, 18 Nov 2018
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POLÍTICA
ENTREGA EM MÃO NÃO FOI ACEITE
Rádio Cova da Beira
Foi um dos momentos de maior tensão que se viveu na última reunião pública da câmara da Covilhã. O vereador do movimento independente “De Novo Covilhã” recusou a entrega em mãos da resposta a um requerimento enviado sobre alegados perdões de dívida efectuados pelo serviço de urbanismo da autarquia.
Por Nuno Miguel em 23 de Jun de 2018
No período de antes da ordem do dia, Carlos Pinto referiu que, para além desse caso, já enviou requerimentos onde solicita cópias do contrato de substituição de luminárias, de prestação de serviços com uma sociedade de advogados, de um parecer emitido a propósito da venda de 49 por cento do capital social das Águas da Covilhã, a cópia da auditoria efectuada às contas município pela empresa “KPMG”,  e ainda uma relação dos trabalhadores precários e a sua data de admissão. Até à data o vereador da oposição garante que ainda não recebeu qualquer resposta e não calou a sua indignação com o sucedido “é necessário que, pelo menos, e para evitar que andemos aqui a fazer figura de palhaços me digam que posso requerer o que quiser que os senhores não respondem. Se me disserem isso estão as coisas clarificadas e eu irei para as instâncias que entender. Agora nem sequer existe uma prática de acusarem a recepção dos emails que são enviados”. 
Na resposta o presidente em exercício da autarquia covilhanense revelou ter em sua posse os documentos solicitados por Carlos Pinto em relação à situação do urbanismo. Mas José Armando Serra dos Reis não conseguiu fazer a sua entrega ao vereador da oposição “senhor vereador, apresento-lhe as minhas desculpas. Talvez eu não tenha sido suficientemente diligente mas aqui tenho para lhe entregar um relatório preciso e detalhado ao pormenor. Se o senhor não quer recebe-lo, não vale a pena. Eu estive ai sentado como o senhor sabe como vereador da oposição, também entreguei muitos requerimentos, mas não vale a pena. Se o senhor não quer, eu não lho vou entregar”.  
Carlos Pinto refere que esta tomada de posição não pode ser interpretada como uma desconsideração mas sim como uma chamada de atenção para que a maioria socialista cumpra com todos os pressupostos legais “eu quero receber a resposta pelas vias legais e institucionais. Não é desconsideração pela sua amabilidade. Agora o senhor não pode ter a resposta na sua pasta à espera que eu apareça. Porque essa crítica  que está subjacente é algo que eu repúdio. Eu venho aqui que me apetecer. O meu diálogo é com aqueles que me elegeram. Tire dai o sentido de dizer que eu não tenho cá vindo para receber a resposta ao requerimento. Ele devia ter sido colocado no correio no minuto seguinte a estar assinado por quem de direito”. 

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