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Segunda, 19 Nov 2018
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POLÍTICA
“MUITO SE TEM FALADO E POUCO SE TEM FEITO”
Rádio Cova da Beira
O secretário geral da UGT considera que há muito que as portagens na A 23 e na A 25 deviam ter sido abolidas. A afirmação feita no final da reunião descentralizada do secretariado nacional daquela estrutura sindical, que decorreu no Fundão.
Por Nuno Miguel em 21 de Jun de 2018
Para Carlos Silva a abolição das portagens seria uma medida fundamental para a diminuição dos custos de contexto para os cidadãos e empresas que desenvolvem a sua actividade na região, considerando que “muito se tem falado sobre os problemas do interior mas pouco se tem feito. A UGT é um parceiro social que representa trabalhadores e não consegue implementar medidas mas consegue propô-las. E algumas das medidas que nós temos apresentado ao país estão sobretudo relacionadas com a necessidade de valorizar o interior, diminuir os custos de contexto para as empresas e para os trabalhadores e essa é uma matéria que já há muitos anos devia ter sido abolida porque é uma questão de justiça social e de aprofundamento da coesão. O facto de continuar a haver uma portagem que é bloqueadora de uma livre disponibilidade de todas as pessoas poderem vir para esta região e deslocarem-se entre alguns distritos não é benéfico para valorizar o interior”.     
Para além da abolição das portagens, o secretário geral da UGT defende ainda a adopção de novas medidas de incentivo para potenciar o desenvolvimento da região, deixando como exemplo a área fiscal “discutir o interior também passa por diminuir a carga fiscal. Já o dissemos em relação ao IRC e também o dizemos em relação ao IRS em que deveria haver uma atenção para as pessoas que aqui trabalham e aqui querem continuar a viver. Naturalmente que os custos exacerbados das portagens são mais um entrave. Nesse sentido os vários governos tem olhado para as portagens como uma via de arrecadar receitas porque há contratos com as concessionárias. O que eu defendo é que esses contratos já deviam ter sido renegociados”
Carlos Silva mostrou ainda total concordância em relação às propostas apresentadas pelo “Movimento Pelo Interior”, no sentido de deslocalizar para os territórios de baixa densidade alguns serviços da administração pública que estão sediados no litoral “estou totalmente de acordo e subscrevo na íntegra aquilo que foram as propostas apresentadas por esse movimento em relação à deslocalização de serviços públicos que já existem. Mas para além disso é importante criar serviços novos assim como manter e redinamizar aqueles que já cá estão. Não podemos permitir que encerrem escolas, tribunais, repartições de finanças e até agências bancárias. Por exemplo a caixa geral de depósitos é uma entidade tutelada a 100 por cento pelo estado e aquilo que está a fazer é a encerrar agências no interior. Julgo que valeria a pena assumir os custos do seu funcionamento nos territórios de baixa densidade em nome do interior e da manutenção de um serviço presencial de apoio às populações”.  
Já em relação às críticas sobre o acordo de concertação social que a UGT assinou na passada segunda-feira com o governo e os restantes parceiros sociais em relação à legislação laboral, Carlos Silva afirma que se trata do acordo possível e que tem como grande ambição a diminuição da precariedade “como é que se pode dizer que se está a aprofundar a precariedade se efectivamente há aqui uma redução do tempo dos contratos a prazo, há uma cláusula que define que os trabalhadores quando passam de 90 para 180 dias no período experimental para que o trabalhador possa, no final, passar a contrato sem termo. Isto é um combate à precariedade. Quem diz o contrário ou vive noutro planeta ou então noutro país. Não estamos com toda a certeza a discutir o acordo que foi assinado na segunda-feira”.

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