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Sábado, 15 Dez 2018
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SOCIEDADE
REFORÇO DE PROFISSIONAIS É NECESSÁRIO
Rádio Cova da Beira
O director do departamento de saúde da criança e da mulher do centro hospitalar da Cova da Beira considera urgente o reforço do número de especialistas em ginecologia e obstetrícia naquela unidade de saúde. Em declarações à RCB, Martinez de Oliveira refere que o serviço está actualmente a funcionar com nove médicos quando, para cumprir com os horários e com todos os pressupostos de referência, deveria ter pelo menos 14 profissionais.
Por Nuno Miguel em 21 de Jun de 2018
“Nós não precisamos de atingir de repente o número de médicos e enfermeiros mas estamos é cada vez a perder mais e isso é que é indesejável. Se nós temos, porque é obrigatório, dois médicos de serviço permanente em obstetrícia e em pediatria, isso significa que dentro de um hospital e considerando já a carga horária de fazerem 24 horas, significa que pelo menos são precisos 14 médicos. Actualmente temos nove e já fomos 19”.  
Martinez de Oliveira acrescenta que na base deste problema está a saída de médicos do serviço nacional de saúde e cuja substituição não tem vindo a ser assegurada e no caso do centro hospitalar da Cova da Beira quando um médico se ausenta em período de férias ou adoece, a situação é ainda mais preocupante “há mínimos que estão definidos a nível de pessoal médicos e de enfermagem que nós não temos. Por isso aquilo que nós estamos a pedir é que sejam repostas as condições mínimas que nos assegurem tranquilidade. Quando alguém fica doente ou, por exemplo, resolve engravidar é um pânico. Já estamos mal e ficamos pior ainda. Agora chega o período de férias e naturalmente que há alguém que vai pagar as necessidades de substituição. Isto é cansativo e é um pouco desmotivante”.  
Na passada segunda-feira, o jornal “Público” apontava o caso do centro hospitalar da Cova da Beira como uma das unidades onde mais cresceu o número de cesarianas devido à falta de obstetras para apoiar a realização de partos difíceis. Martinez de Oliveira refere que “a nossa taxa de cesarianas aumentou há alguns anos, em paralelo com a criação da unidade de reprodução. Na Beira Interior nós temos três hospitais com características pouco diferenciadas, temos o único centro de reprodução da faixa interior do país e que acarreta a produção de casos complicados de obstetrícia e temos uma política de não transferir a não ser quando é estritamente necessário. Temos aumentado o número de casos complicados, de pessoas com dificuldade em engravidar, e que precisam de uma assistência diferente. Mas mesmo assim somos classificados como um hospital indiferenciado”.

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