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Segunda, 19 Nov 2018
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POLÍTICA
“NÃO SEI SE AINDA VAMOS A TEMPO”
Rádio Cova da Beira
O presidente do PSD considera que só com uma estratégia abrangente e estruturada é possível diminuir as assimetrias entre o litoral e o interior. A afirmação feita por Rui Rio no encerramento das jornadas do grupo parlamentar social democrata que decorreram na Guarda e onde os problemas dos territórios do interior foram um dos principais temas em destaque.
Por Nuno Miguel em 21 de Jun de 2018
O líder social democrata apontou o caso da medida recentemente anunciada pelo primeiro ministro, de redução do IRC para as empresas que se fixem no interior do país, como o exemplo de uma iniciativa desgarrada e que não vai trazer quaisquer efeitos práticos “mandar um fogacho para o ar, como é normal na política portuguesa, dizendo que se defende o interior porque se vai propor que o IRC seja de zero, um ou dois por cento não serve para nada. É só para conseguir uma manchete de jornal, para parecer que se está a fazer mas de sério ainda não tem nada. Vamos seguramente melhorar mas não sei se iremos a tempo de algum dia ter o país devidamente equilibrado como outros países o são”.  
As questões da taxa de natalidade foram outra das tónicas dominantes da intervenção do presidente do PSD. Rui Rio defende a atribuição de incentivos financeiros às famílias como forma de dar resposta ao problema demográfico do interior. Incentivos que devem ser diferenciados dos das grandes áreas metropolitanas e com fortes apoios aos casais que decidam ter mais do que um filho “o apoio ao primeiro filho parece-se que estrategicamente não é muito relevante mas o apoio ao segundo filho é estrategicamente muito relevante. O salto do apoio do primeiro para o segundo filho deve ser um salto de gigante. Para além disso nós propomos que a licença de maternidade, aumentada ou não, uma parte dela deve ser obrigatoriamente repartida pelo pai e pela mãe”. 
Rui Rio sustenta que Portugal enfrenta hoje uma grande disparidade entre as regiões do litoral e do interior e aponta o estado como o grande culpado dessas assimetrias “ao longo dos anos falhámos. Não contrariámos aquilo que era a tendência natural, neste caso do litoral para o interior e de Lisboa em relação ao país todo, de ir ganhando um poder de sucção brutal. Não só não actuámos para evitar isso como inclusive tivemos políticas que aceleraram isso e que ainda centralizaram mais”.   
O presidente do PSD defende ainda que para combater este problema é preciso reforçar o poder de decisão das autarquias locais nas regiões do interior e sublinha que ou se começa no imediato a desenvolver uma política estruturada para fazer face aos problemas da região ou o interior nunca irá conseguir recuperar os atrasos que já tem em relação ao litoral.

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