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Sábado, 15 Dez 2018
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POLÍTICA
INCÊNDIOS: “ESTADO FALHOU”
Rádio Cova da Beira
Nos incêndios de 2017, o Estado falhou porque não garantiu a segurança dos cidadãos, afirma o presidente da assembleia municipal do Fundão. Vítor Martins não cala a sua revolta pela discriminação que está a ser feita a Luís Silva, ferido grave no incêndio em Alpedrinha, a 14 de Agosto de 2017
Por Paulo Pinheiro em 19 de Jun de 2018

“Escondendo-se o Estado por detrás de incompreensíveis e inaceitáveis argumentações burocrático-administrativas. Não pode ser! A gente está primeiro e não há razões burocráticas que se possam sobrepor a isso “, disse. Depois destacou Platão para afirmar: “A razão e o valor sempre se acabaram de impor à ingratidão”. Espero isso”, frisou.   

A esperança do autarca, que falava na sessão solene comemorativa dos 271 anos da fundação do concelho, que homenageou o “Povo do Fundão” pelo apoio, entrega e solidariedade demonstrados no ano transacto combate às chamas “onde os bombeiros, mais uma vez mais, tiveram um papel fundamental.

 

Considerando que o maior valor de qualquer terra é a sua gente, o presidente da assembleia municipal destacou a história do povo do Fundão feita sobretudo de luta contra as adversidades

 

“A adversidade da natureza, da geografia, da incompreensão, das adversidades que atiraram ao longo da história para cima desta região…é uma história de resistência. Uma história de carácter forjada numa capacidade de mobilização sempre que uma adversidade ou um desafio emerge”, destacou.

 

Homenagear o Povo do Fundão pelo contributo dado no combate à tragédia que se abateu no concelho em 2017 é um acto de justiça e é mais uma página que fica escrita na história do concelho de heroicidade anónima. Uma calamidade que mostrou uma enorme capacidade de reagir

 

“Essas feridas que nos atingiram na alma e que nos doeram tiveram também o mérito de fazer disparar uma capacidade de reagir, de lutar, de ser solidário, de suprir as falhas do Estado que falou naquilo que deveria ser uma das suas principais responsabilidades de garantir a segurança dos seus. O Povo do Fundão, no toque a rebate, reagiu de uma forma admirável”, destacou o presidente da AMF.

 

Mas os incêndios despertaram novamente os responsáveis para um discurso sobre o interior, uma questão tão antiga como a nacionalidade portuguesa, um desafio permanente, que exige políticas integradas nacionais em parceria com as autarquias locais

“É importante perceber que há um caminho dificílimo, exigente, desafiante, para ser percorrido para suprir os problemas do nosso Interior, que não se faz apenas por uma revoada de discursos de anúncios faz-se por uma prática consistente que envolva políticas públicas inteligentes, racionais, que olhem para o todo do território de uma forma inclusiva e não olhando apenas para algumas partes como se fossem carecidas de alguma solidariedade de algumas compensações de vem em quando”, aponta.

Não bastam discursos é preciso o combate sério contra a interioridade, onde o Fundão tem estado na primeira linha, considerou o presidente da AMF.

Vítor Martins anunciou que o órgão a que preside vai promover um debate que aponte caminhos para o futuro do interior do país.


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