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Segunda, 19 Nov 2018
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CULTURA
COVILHÃ: “AS MARCHAS TÊM FUTURO”
Rádio Cova da Beira
Milhares de pessoas saíram à rua para ver mais uma edição das Marchas Populares Cidade da Covilhã. Sete colectividades participam no evento e deixaram na noite de sábado, pelas ruas da cidade, muita cor, alegria e animação.
Por Paulo Pinheiro em 19 de Jun de 2018

“Foi uma noite extraordinária” afirmou o presidente da câmara municipal da Covilhã no final do desfile das sete marchas que participam na edição de 2018 das Marchas Populares da Covilhã.

Os marchantes partiram do Campo das Festas em direcção ao Jardim Público, rua Direita, e terminaram o percurso no palco natural da praça do município. Mais de 700 pessoas envolvidas que, por uma noite, deram “um outro brilho à cidade” disse à RCB Francisco Lourenço, que assistia ao evento.

 

No final da primeira parte das Marchas 2018, o presidente da autarquia coivlhanense não escondia a satisfação pelo êxito alcançado e destaca a presença do elevado número de crianças e jovens

“Isto significa que as marchas têm futuro. Acho que os dirigentes das sete colectividades envolvidas tiveram o engenho, a arte e uma grande visão de ter envolvido os jovens e as crianças nas respectivas marchas para lhes acicatarem a vontade e o gosto por estas manifestações de natureza cultural, que são a maior importância. Elas proporcionam alegria, boa disposição, boas músicas e letras, excelentes coreografias, adereços e muita imaginação. Foi um espectáculo extraordinário, maravilhoso”, disse o autarca.

 

No Pelourinho, foi reforçado o número de lugares sentados, cerca de 500, para aumentar a comodidade de quem vai assistir ao evento

“No futuro, se possível, vamos tentar criar melhores condições aos nossos concidadãos para que possam assistir com conforto a esta grande manifestação cultural, que a par de muitos outros são eventos desta natureza que notabilizam e colocam em evidência a Covilhã, trazem turistas, mobilizam a economia local e é o nosso contributo, com esta grande parceria com o Grupo Desportivo da Mata, para também dar prazer e alegria à pessoas”, defende Vítor Pereira.

 

Questionado acerca da possibilidade das Marchas voltarem a ter uma vertente competitiva, o edil frisa ser “uma velha questão, recorrente, em todas as edições há um debate em torno dessa vontade ”.

 

No futuro, o edil mostra-se aberto a essa possibilidade “não me repugnava nada que existissem pontuações e atribuição de lugares, mas nesta reedição das Marchas talvez deixar amadurecer um pouco mais o projecto e numa fase posterior ir por aí. A competição é saudável”, declara o presidente da CMC.

 

O assunto não recolhe unanimidade no seio das colectividades. Para o presidente do Grupo Desportivo da Mata, que com a CMC organiza o evento, a competição “é boa por um lado e má por outro”. De acordo com Elias Riscado, que afirma ser favorável à competição, esse modelo vai fazer com que, por exemplo, apenas quatro das sete marchas actuais participem

“Vamos fazer um esforço nas freguesias para ver se aparecem mais marchas. O papel das juntas de freguesias é essencial no sentido de apoiar as associações a aderirem a este evento. Para existir novamente a competição que existia nas Marchas Cidade da Covilhã o financiamento tem que ser mais elevado”, defende o dirigente.

 

O presidente da direcção do Grupo Desportivo da Mata não se surpreendeu com a qualidade que as sete marchas apresentam

“Como tenho boas relações com todos os presidentes das colectividades já anteriormente tinha verificado do excelente trabalho feito…estava com algum receio com o rancho folclórico da Boidobra, porque é a primeira vez que participa, mas as crianças cumpriram na totalidade e merecem os nossos e os aplausos de toda a gente”, remata.

A segunda parte da edição das Marchas Populares Cidade da Covilhã está marcada para sábado, 23 de Junho, no complexo desportivo da Covilhã.

 

Esteja atento(a) à divulgação neste sítio da RCB à divulgação de cada uma das marchas participantes.

 

 

 

FOTO: CMC 


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