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Domingo, 22 Jul 2018
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POLÍTICA
GREVE DOS TRABALHADORES DO SECTOR DA SAÚDE
Rádio Cova da Beira
Os trabalhadores de hospitais, centros de saúde, INEM, e de outros organismos do Serviço Nacional de Saúde cumpriram sexta-feira um dia de greve "com forte adesão", referem os sindicatos.
Por Paulo Pinheiro em 17 de Jun de 2018

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas reclama a admissão dos trabalhadores necessários ao SNS, a negociação da carreira de técnico auxiliar de saúde, o pagamento do trabalho suplementar em dívida, horários dignos e a contagem do tempo de serviço para efeitos de ordenado.

Em Castelo Branco, os trabalhadores do sector da saúde fizeram greve e deixaram exigências à porta do Hospital Amato Lusitano. A coordenadora do STFPS sublinha a “falta gritante” de trabalhadores na acção médica, que é do conhecimento da administração da Unidade Local de Saúde e do Ministério da Saúde.  

“A situação é de tal maneira grave que isto não precisa de um penso rápido. Isto precisa de um verdadeiro antibiótico, porque aposentaram-se imensos trabalhadores”, diz a dirigente sindical, que fala em mais de 7000 horas de trabalho extraordinário só no Hospital Amato Lusitano, que dificilmente será pago, refere.

De acordo com Cristina Hipólito, no hospital do Fundão “a situação também é muito grave. Apesar de ser uma unidade mais pequena têm doentes especiais. Chegam a existir escalas para apenas 10 a 12 dias, quando o habitual é para um mês, porque não possível planear a longo prazo, por falta de trabalhadores”.

Em todas as unidades hospitalares da região, e de acordo com a sindicalista “a qualidade prestada aos doentes está em causa até porque estes trabalhadores são muitas vezes os responsáveis pelo conforto dos pacientes (banho, o estado das camas, entre outras tarefas)”, conclui.


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