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Domingo, 23 Set 2018
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CIMD Cabecalho
CULTURA
DESAFIO RECUPERADO
Rádio Cova da Beira
O presidente da câmara municipal do Fundão acredita que o parque arqueológico do vale do Côa se deve afirmar como um farol de divulgação do património existente em vários pontos da região centro, entre os quais as gravuras rupestres do Poço do Caldeirão. A ideia foi lançada por Paulo Fernandes nas jornadas sobre arqueologia e museologia comunitária que foram repartidas entre o salão nobre dos paços do concelho e o auditório da casa grande da Barroca.
Por Nuno Miguel em 17 de Jun de 2018
O autarca refere que deve recuperar um projecto iniciado há cerca de 20 anos, quando se concretizou o processo de classificação do património existente no vale do Côa “já nessa altura o princípio que se começou a montar foi ter o parque do Côa como pólo central mas atendendo ao facto de terem sido encontrados vários centros entre o Tejo e o Douro e que pudesse «puxar» por eles. São os casos de Ródão, do Poço do Caldeirão e também dos Chãos da Égua em Arganil. Por isso eu acabei por relançar aqui esse desafio, dada a importância que ele pode ter para toda a região”.  
Paulo Fernandes acrescenta que o desenvolvimento desse trabalho em parceria é fundamental para conseguir uma maior dinamização do património a par do impacto que essa situação pode trazer para as comunidades locais “é fundamental para nós ter o melhor parque do Côa possível, que ele funcione como um grande farol para nós, mas que ajude também a estruturar aquilo que pode ser a rota deste património a partir dos pontos que já estão organizados e que podem ganhar uma maior capacidade e uma maior valorização dos seus conteúdos e programas porque só assim conseguimos ser mais atractivos”.  
Um repto para o qual existe total disponibilidade da fundação “Côa Parque”, afirma o director daquela estrutura. Bruno Navarro sublinha que se trata da maior concentração de arte pré histórica ao ar livre do mundo e que, apesar de algum atraso, ainda pode vir a desenvolver um trabalho impar a nível mundial “pretendemos que este imenso património, que é de todos, esteja cada vez mais aberto. Ele deve ser cada vez mais estudado e conhecido e estamos a fazer um esforço muito significativo no sentido de o divulgar cada vez mais. Queremos fazer do Côa, apesar de algum atraso, um caso de verdadeiro sucesso de investimento na cultura e no património em detrimento de outro tipo de investimentos mais de pendor económico, referindo-me aqui à célebre polémica de se ter parado a construção de uma barragem para o poder preservar”.   
Mas para que esse trabalho em parceria entre os achados arqueológicos do Côa, Ródão, Poço do Caldeirão e Arganil tenha ainda melhores resultados, Bruno Navarro sustenta que é fundamental que as populações sintam esse património como seu “é necessário criar um laço identitário entre esse património e a comunidade. Ela deve estar sempre na primeira linha da preservação do património. E só quando a comunidade sentir que ele é seu, que contribui para o seu bem estar e que até impede a desertificação é que podemos estar seguros que esse património vai continuar a existir por mais alguns milénios”.  
Umas jornadas que terminaram com uma homenagem a Diamantino Gonçalves e Belarmino Lopes, os descobridores das gravuras rupestres que foram encontradas no poço do Caldeirão. 

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