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S√°bado, 21 Jul 2018
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CULTURA
"ARQUEOLOGIA, MUSEUS, TERRIT√ďRIO E COMUNIDADE(S)"
Rádio Cova da Beira
√Č o tema da mesa redonda que decorre hoje e amanh√£ (15 e 16 de Junho),no Fund√£o e em Barroca. O evento √© organizado pelo Munic√≠pio do Fund√£o, atrav√©s do seu Museu Arqueol√≥gico Municipal, em parceria com a ADXTUR ‚Äď Ag√™ncia para o Desenvolvimento Tur√≠stico das Aldeias do Xisto e da RIBACUDANA.
Por Paulo Pinheiro em 15 de Jun de 2018

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O evento congrega investigadores e instituições que desenvolvem projectos de arqueologia em comunidade e em museologia participativa. Segundo os promotores, “o apelo à participação e ao envolvimento das comunidades em projectos de Arqueologia e Museologia conduz à definição de objetivos e ao desenvolvimento de metodologias que facilitem a articulação dos vários atores sociais no processo de construção do seu património. A Arqueologia pode promover a transformação social. Para isso, a prática arqueológica deve responder às necessidades sociais, com fins científicos e princípios éticos, que desenvolvam a participação comunitária e convertam os museus em espaços de cooperação, intercâmbio e de debate”, referem.

 

Oriundos de vários centros do saber e vários projetos de arqueologia e de museologia participativa em curso na Península Ibérica participam no evento nomes como Raquel Vilaça, Juanjo Polido, José Paulo Francisco, Tiago Gil, João Caninas, Pedro Pereira Leite, Luís Raposo, Filomena Barata, João Paulo Avelãs Nunes, Juan Pablo López García, Miguel Serra, Eduardo Porfírio, Susana Gómez-Martínez, Maria do Carmo Mendes, Xurxo Ayán, António Pinto Pires, José Adrião, Luís Manuel, Sabah Walid, Rui Simão e Pedro Miguel Salvado.

 

Para Alcina Cerdeira, vereadora com o pelouro da cultura da câmara municipal do Fundão: “no Ano Europeu do Património Cultural recebemos esta reunião no nosso Salão Nobre para reforçar o empenho da Autarquia na defesa do património coletivo do Fundão e numa das freguesias que apresenta uma maior diversidade patrimonial, a Aldeia do Xisto da Barroca, para afirmar a perspetiva territorial deste encontro científico. Queremos ouvir e aprender com estes especialistas. A Barroca é detentora de uma riqueza cultural que percorre a pré-história com as gravuras paleolíticas até à época contemporânea com as tradições únicas da Semana Santa, com a Procissão das Pinhas. Esta rica realidade identitária está a ser devidamente estudada e inventariada e dará origem a uma unidade de interpretação patrimonial que será enquadrada na Rede de Casas Temáticas numa perspectiva de Museu Território”.


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