RCB/TuneIn
Segunda, 10 Dez 2018
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
POLÍTICA
“NÃO VAMOS BAIXAR OS BRAÇOS”
Rádio Cova da Beira
A plataforma contra as portagens na A 23 e na A 25 vai exigir ao governo que na proposta de orçamento de estado para 2019 contemple medidas concretas para se prosseguir no caminho de redução do valor das tarifas até à sua abolição. A reivindicação foi apresentada durante mais uma marcha lenta promovida por aquela organização, que engloba várias instituições dos distritos de Castelo Branco e da Guarda, e que tem vindo a exigir o regresso ao modelo sem custos para o utilizador.
Por Nuno Miguel em 14 de Jun de 2018
Várias dezenas de automobilistas percorreram ontem à tarde algumas das principais artérias da Covilhã onde voltaram a exigir a abolição das portagens e o coordenador da união de sindicatos admite que a luta pode atingir outras proporções caso essa reivindicação não seja atendida “haverá um tempo em que provavelmente vamos chamar a população a formas de acção mais superiores. Consideramos que seria absolutamente inaceitável que no último orçamento que o governo vai apresentar no seu mandato não venha a colocar essa questão já como um assunto quantificado e calendarizado, tendo por base o princípio da abolição e com descontos faseados”.
Luís Garra acrescenta que as recentes declarações sobre a matéria do secretário de estado dos assuntos parlamentares, que afirmou que este dossier ainda não está encerrado dão mais força a esta reivindicação e demonstram que “dentro do governo não há unanimidade quanto às decisões sobre esta matéria. Ainda não houve um desmentido governamental quanto às notícias vindas a público de uma redução de 30 por cento apenas para as empresas transportadoras mas entretanto o secretário de estado dos assuntos parlamentares diz que o assunto não está arrumado. Sendo assim toda a pressão que temos agendada ganha uma nova dimensão e importância”.
Recentemente foi também anunciado que o governo se prepara para introduzir uma nova redução do valor das portagens em 30 por cento para as empresas transportadoras de mercadorias. Uma medida insuficiente para a região, considera Luís Veiga, porta voz do movimento empresarial pela subsistência do interior “não é verdade que haja esse desconto para as empresas transportadoras. Há duas associações nacionais que são a Antram e a ANTP e a ANTP não concorda com a proposta que governo lhe apresentou e hoje mesmo vai fazer uma reunião para decidir quais as medidas que a associação nacional de transportadoras vai levar por diante e onde também vamos estar presentes em sinal de solidariedade porque eles exigem também a abolição total, sobretudo nos troços onde não há alternativa e nisso estão em perfeita sintonia connosco”.  
Para as próximas semanas está agendada a realização de novas marchas lentas e o presidente da associação empresarial da Beira Baixa refere que o trabalho desenvolvido pela plataforma está em crescendo. No entanto José Gameiro lança também um apelo a um maior envolvimento por parte do poder político “tem faltado aqui o poder político uma vez que existe sempre uma dificuldade em se chegar à frente como se costuma dizer. Mas eu acho que essa adesão já está a acontecer, embora não seja muito visível, mas a seu tempo espero que essa visibilidade seja sentida”.
Para os dias 15 e 22 de Junho estão já marcadas mais duas marchas lentas, que vão ter lugar nas cidades do Fundão e de Castelo Branco.

  Redes Sociais   Facebook

2007—2018 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados