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Terça, 14 Ago 2018
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POL√ćTICA
VOTO DE PESAR PELO FALECIMENTO DE ALBANO MARTINS
Rádio Cova da Beira
A Assembleia da Rep√ļblica pronuncia-se sexta-feira acerca de um voto de pesar pela morte, no passado dia 6 de Junho, do escritor, poeta, tradutor e professor Albano Dias Martins, natural da freguesia de Telhado (Fund√£o).
Por Paulo Pinheiro em 13 de Jun de 2018

No documento, da autoria do deputado do PSD eleito pelo distrito de Castelo Branco, Manuel Frexes, é destacada a vida literária e de docente de Albano Martins


Licenciado em Filologia Clássica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Albano Martins foi professor no ensino secundário e, mais tarde, na Universidade Fernando Pessoa, no Porto.

 

Albano Martins é autor de obras como O Oiro do Dia (1979), Os remos escaldantes (1983), Uma colina para os lábios (1993) e Escrito a vermelho (1999),

 

Em 1986, foi distinguido pela Sociedade Brasileira de Língua e Literatura.

 

O primeiro livro, Secura Verde, data de 1950, o segundo, Coração de Bússola, de 1967, passando então a publicar regularmente.

 

"Tive de trabalhar muito para ser professor", disse o poeta, em Março de 2009, quando foi homenageado na 1.ª Tertúlia de Poesia Primavera, em Vila Nova de Gaia. Por isso há um interregno na obra, nos anos de 1950/60.

 

Nessa sessão de homenagem pelos seus 80 anos, transcrita no blogue da Biblioteca Municipal de Gaia, Albano Martins disse que não gostava de falar em carreira literária.

 

"Os poetas não têm carreira literária", assegurou. "Escrevem porque a escrita é uma necessidade, porque é imperioso escrever".

 

Albano Martins envolvido com o grupo da revista Árvore e foi colaborador da Colóquio-Letras e da Nova Renascença. Em 1998 recebeu o Grande Prémio de Tradução Literária, pela tradução de Canto Geral, de Pablo Neruda (Campo das Letras, 1998) e em 2012 o Grande Prémio de Tradução Literária da Associação Portuguesa de Tradutores / Sociedade Portuguesa de Autores pela tradução da Antologia da Poesia Grega Clássica (edições Afrontamento).

 

Como tradutor, assinou ainda obras como Poemas do Desterro, de Ovídio, Cântico dos Cânticos de Salomão (Árvore), ou os Cantos de Leopardi (Editorial Vega).

 

 

 

 


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