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Domingo, 24 Jun 2018
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POLÍTICA
“ASSUNTO NÃO ESTÁ ENCERRADO”
Rádio Cova da Beira
O secretário de estado dos assuntos parlamentares garante que a diminuição do valor das portagens na A 23 é um assunto que ainda não está encerrado. A afirmação feita em visita à região por Pedro Nuno Santos que presidiu, no passado sábado, à cerimónia de inauguração da nova sede do PS do Fundão.
Por Nuno Miguel em 13 de Jun de 2018
O governante reconhece que “é verdade que as empresas no interior enfrentam um custo adicional e parte dele tem a ver com as acessibilidades. Este governo, consciente disso, já iniciou um processo de redução mas também sei que não é aquela que as populações do interior desejavam. È aquela que, tendo em conta as diversas prioridades e problemas que o país tem, foi possível fazer naquele momento. Não ignoramos que se trata de uma questão central para as pessoas e para as empresas do interior e é um dossier que não está encerrado. O estado, dentro das suas capacidades financeiras, deve olhar para esse dossier e fará isso com certeza”.  
Pedro Nuno Santos acrescenta que a diminuição de 15 por cento do valor, implementada pelo actual governo ficou aquém daquilo que a região reivindicava, mas considera que há ainda um longo caminho a percorrer até chegar a um cenário de eventual abolição “nós fizemos um caminho de redução mas até uma eventual abolição ainda há muito por fazer. A abolição tem neste momento um custo que o país não consegue assumir. Vamos ver quais são as possibilidades que temos para dar resposta a essa ambição. O custo é fácil de perceber qual seria mas o benefício é mais difícil de medir. De qualquer forma eu penso que pode ser um contributo importante e por isso já reduzimos uma parte. Vamos ver o que pode acontecer no futuro”.
Nesta deslocação à região, o secretário de estado dos assuntos parlamentares foi ainda confrontado com a exigência apresentada pelo “Movimento Pelo Interior”, de desconcentração de serviços da administração central para os territórios de baixa densidade. Uma medida que o governo está disponível para avaliar, afirma Pedro Nuno Santos “para que isso aconteça é preciso que o poder político o decida. Há algumas resistências, desde logo das regiões que perderiam esses serviços e depois é necessário também olhar para os trabalhadores que estão afectos a esses serviços que tem de ser tidos em conta nesse processo. Não se pode simplesmente fechar um serviço e deslocalizá-lo para outro local a 200 quilómetros de distância. É um processo que tem de ser feito de forma faseado mas tem de se começar a planear hoje e esse trabalho ainda não está feito. De qualquer forma a desconcentração é também uma preocupação nossa e esse processo vai ser pensado com tempo para ser feito com todas as condições e sem prejudicar ninguém”. 

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