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Quarta, 15 Ago 2018
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SOCIEDADE
FUNDÃO QUER SER CIDADE SEM IDADE
Rádio Cova da Beira
Mais do que um conceito, a Cidade Sem Idade, apresentada no Casino Fundanense, é uma mudança de cultura que visa transformar o Fundão numa cidade amiga das pessoas, independentemente da sua idade, quer no acesso aos espaços públicos, habitações, serviços ou comércio.
Por Paula Brito em 12 de Jun de 2018

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A ideia deixada no lançamento do projecto por Correia de Sá que lançou, há dois anos, o desafio ao município do Fundão para abraçar esta ideia que não requer grandes investimentos, apenas pequenas mudanças que, a pouco e pouco, vão alterando a cidade tornando-a mais acessível e amiga de todos.

“Isto está pensado para ser feito de um modo progressivo, aqui não há nem grandes investimentos nem potenciais elefantes brancos, aqui há o envolvimento de toda a sociedade que começa por adaptar o que tem, os donos de andares adaptam os andares, se quiserem, os donos do comércio adaptam os comércios, se quiserem, e isto faz a diferença, não é um grande projecto, é um somatório de pequenas coisa que acabará, eventualmente, num grande projecto.”

O projecto conta com um conjunto de 13 parceiros, a que se poderão juntar outros, privados ou empresas, define um regulamento com incentivos fiscais para quem queira transformar habitações tornando-as mais acessíveis, comércios e espaços públicos. Paulo Fernandes traçou como tecto mínimo uma centena de habitações e calendarizou o projecto.

“Nós queremos, até final do ano, a nossa oferta base estruturada, quer de habitações, quer de serviços, quer de comércio, quer algumas abordagens de mobilidade e segurança, umas mais tecnológicas, outras mais físicas. Temos uma escala mínima para este projecto, atingir 200 utentes, 100 habitações.”

Um dos parceiros é o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) que, com este projecto, inaugura uma parceria com o município do Fundão que pretende estender a outros projectos na mesma área.

“O IPCB tem como linha estratégica de actuação os estudos na área do envelhecimento, percebe-se porquê, por um lado porque estamos numa das zonas mais envelhecidas do país, por outro lado porque achamos que isso não deve ser visto como uma fatalidade mas como uma oportunidade, e este projecto é disso um exemplo.”

Maria João Moreira, coordenadora da unidade de investigação “criada há pouco tempo, e que pretende trabalhar para as comunidades e ajudar a formar comunidades funcionais, preparadas para o envelhecimento.”


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