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Terça, 14 Ago 2018
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POLÍTICA
FUNDÃO: ASSEMBLEIA DE FREGUESIA APROVA CONTAS
Rádio Cova da Beira
Assembleia de freguesia do Fundão aprovou contas de gerência do ano passado no valor de 700 mil euros, e uma taxa de execução de 80% nas receitas e 89% nas despesas. Oposição votou contra e reclama mais transparência e informação nas contas.
Por Paula Brito em 12 de Jun de 2018

Malícia Trindade, presidente da união de freguesias do Fundão, Valverde, Donas, Aldeia de Joanes e Aldeia Nova do Cabo, diz que o ano encerrou sem dívidas a fornecedores, um exemplo da gestão transparente e rigorosa que os documentos traduzem.

“De salientar que, a 31 de Dezembro de 2017, 2016, 2015, 2014 e 2013, a dívida e fornecedores transitada foi nula, ou seja, na transição para cada ano financeiro esta junta nada devia a fornecedores. O respeito pelos dinheiros públicos, a gestão rigorosa, transparente mas ambiciosa, o investimento feito nas freguesias tornam-nos mais eficazes e mais próximos dos cidadãos.”

O eleito da CDU não tem a mesma opinião, José Maria Izidoro votou contra as contas por entender que lhes falta transparência.

“Pelo facto de não serem acompanhadas de um relatório descritivo das despesas efectuadas no ano 2017. Não basta apresentar um relatório e contas apenas baseado em rubricas e verbas, como sinais indicativos, para a CDU isto é muito pouco.”

O Partido Socialista também votou contra, como justificou no final, à comunicação social, Helena Moreira.

“Nós nem sequer falámos em falta de transparência, mas para umas coisas quer esclarecer tanto e para outras não esclarece nada, por isso é que votámos contra, porque há questões que não foram esclarecidas.”

Com os votos contra da CDU e os votos favoráveis da lista DAR os documentos foram aprovados por maioria.

A Assembleia aprovou ainda, com a abstenção do PS e o voto contra da CDU, a primeira alteração orçamental de 2018 que permitiu transitar o saldo do ano anterior, no valor de 75 mil euros, para este ano. CDU votou contra por não entender como é que se faz uma revisão orçamental “tão pouco tempo depois de se ter apresentado o orçamento”. Luís Oliveira, da lista DAR, também não entende a oposição, que no ano anterior reclamou do contrário.

“Há cerca de seis meses atrás nós estivemos aqui com um dilema contrário, nós apresentámos uma revisão orçamental em Dezembro e todos contestaram a data. Há seis meses atrás era mau porque foi apresentado muito tarde, agora é porque é muito cedo!”

Durante a discussão das contas, a presidente da assembleia de freguesia questionou o executivo sobre o valor da venda de um pinhal na localidade de Donas. Malícia Trindade disse que a venda foi feita ainda pela junta de freguesia de Donas, e que só descobriu que o pinhal já não era da junta quando o tentou vender ao madeireiro que já o tinha comprado.


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