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Terça, 14 Ago 2018
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SOCIEDADE
REPENSAR A FESTA DA CEREJA É PRECISO
Rádio Cova da Beira
A junta de freguesia de Alcongosta defende que a Festa da Cereja deve ser “repensada a vários níveis e sobretudo na vertente cultural”. Este ano, as condições climatéricas não ajudaram e este é um dos factores apontados para a diminuição de visitantes.
Por Paulo Pinheiro em 11 de Jun de 2018

No final da edição de 2018 do certame, o tesoureiro da junta de freguesia defende a necessidade de “repensar a festa e reinventar a sua animação”. As pessoas que todos os anos visitam a festa “queixam-se de que é mais do mesmo. É preciso investir no sector cultural, mostrando também o que está no concelho, contactando companhias de teatro e grupos da região para levar o evento para outra dimensão”, frisa.

Mas as mudanças não podem ficar por aqui. O autarca de Alcongosta dá outro exemplo: o local de venda de cerejas à entrada da festa não é o melhor

“Está comprovado que não é o melhor. Há quatro anos, quando a venda da cereja foi colocada na entrada da aldeia, no balanço da edição da festa, percebeu-se logo, e existem declarações nesse sentido à RCB, que não é a melhor solução. Este ano, na primeira reunião do certame, colocámos à consideração o assunto e a votação registada aponta claramente para que a venda não seja no actual local. Houve resistência dos produtores, mas já dissemos que temos que olhar para o evento num todo. Não podemos olhar apenas para os produtores e para quem vende o fruto porque a própria cereja no meio da festa faz a decoração do certame”.   

 

A garantia dada pelo presidente da CMF que a festa não sai da aldeia caiu bem no seio da junta de Alcongosta

“Adorei ouvir. Era uma garantia que o presidente do município já nos tinha referido, mas agora fê-lo publicamente. Possivelmente, ele conhece quem pensa e deseja que a festa saísse daqui o que é também um sinal de que o evento é um êxito. Há um grupo organizado ou não, que eu desconheço, que gostaria de levar a festa para o Fundão. Há uma tentativa de boicotar aqui a festa e o que solicitamos é mais apoio”, defende o presidente da junta.

 

Embora não existam números fidedignos do número de visitantes, só em autocarros, a junta garante que passaram nos três dias da festa cerca de 300 autocarros “um número muito significativo”, afirma Vítor Félix.   

 Cerejas, pastéis de nata, e outros produtos, e até o dinheiro na caixa multibanco esgotaram “exemplos de como a economia mexe, por estes dias, na aldeia”.

 

O espaço para crianças, junto á Igreja, o live cooking, o espectáculo Via (sábado) foram outros complementos para o balanço positivo da edição deste ano efectuado pela autarquia de Alcongosta, mas também por visitantes, vendedores de cereja e proprietários dos vários espaços espalhados pela freguesia, que não têm razões de queixa.

Por resolver continuam as casas de banho que não existem em número suficiente “um problemas que tem de ser muito bem estudado”, refere a junta.

 

A Casa da Cereja, cuja inauguração pode acontecer ainda este ano, pode dar um empurrão importante na mudança pretendida para a Festa.

 

Oiça as opiniões do presidente da CMF, do presidente e da junta de freguesia de Alcongosta, vendedoras de cereja, proprietários das tasquinhas e o balanço final da Festa da Cereja 2018 da junta de freguesia.

OIÇA AQUI;   https://www.mixcloud.com/Falarcomrcb/festa-da-cereja-2018/




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