RCB/TuneIn
Quinta, 18 Out 2018
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
POLÍTICA
“OBRA USADA COM FINS ELEITORALISTAS”
Rádio Cova da Beira
Foi acesa a discussão na última reunião privada da câmara da Covilhã a propósito da não adjudicação da obra de requalificação da escola secundária Frei Heitor Pinto. A decisão foi tomada por maioria depois de o contrato de execução ter sido assinado pela secretária de estado da educação em Outubro de 2016, tendo sido anunciado que as obras deveriam arrancar em Setembro do ano passado.
Por Nuno Miguel em 11 de Jun de 2018

De acordo com o vereador do CDS/PP a situação fica a dever-se ao facto de a autarquia covilhanense ter falhado no respeita à disponibilização da componente própria para a execução dos trabalho, uma vez que se trata de uma intervenção financiada maioritamente por verbas comunitárias “a câmara da Covilhã assumiu a responsabilidade de requalificar a escola Frei Heitor Pinto através de candidaturas a fundos comunitários. Muito por via da CIM, mas sobre avaliação da CCDR. Mais uma vez fez-se propaganda eleitoral com a requalificação desta escola, referindo-se inclusive que esta obra permitiria contrapartidas noutras escolas. Coisa que não vai acontecer porque o município da Covilhã falhou em assegurar aquilo que era a sua parte dos fundos”.

 

Nuno Reis solicitou à autarquia a entrega de tida a documentação em relação a este processo e acrescenta que “o presidente da câmara definiu uma prioridade eleitoral que era ganhar as eleições a todo o custo. E fez campanha com uma obra para a qual sabia que o projecto iria ser chumbado. Não se trata de uma questão técnica porque, ao nível da arquitectura, o projecto foi aprovado e a CCDR avaliou positivamente a candidatura. Disse apenas que, no que toca à componente privada, ela é de responsabilidade da câmara. E se o presidente da câmara sabia na altura, como sabe hoje, que não dispunha de verbas para assegurar essa componente, porque é que fez campanha com esta obra? É essa a questão”.

 

Críticas que o presidente da câmara da Covilhã rejeita. De acordo com Vítor Pereira “o anterior governo mapeou esta escola a «olhómetro» e, sem qualquer base cientifica, decidiu dotar esta obra com dois milhões e 800 mil euros. Sem projecto, porque já procurámos saber onde ele está e ninguém o encontra, e na altura quando fui confrontado com a situação, foi-me transmitido se a câmara queria ser dona da obra, atendendo à sua maior proximidade, mas que ela seria integralmente suportada pelo governo da República. Nessas condições eu transmiti que a câmara da Covilhã aceitava de bom grado essa incumbência e foi isso que ficou acordado”.

 

O autarca covilhanense acrescenta que “só mais tarde é que viemos a constatar que queriam que suportássemos a componente nacional. Depois de uma negociação aturada para que o projecto não se inviabilizasse, acabámos por suportar 7,5 por cento. No entanto temos uma dificuldade acrescida que é a imprevisibilidade de trabalhos a executar no âmbito da empreitada uma vez que se trata de uma escola com muitos anos, sem projecto original, e a CCDR veio a considerar não elegível a verba assim consignada e assim inviabilizou a candidatura caso ela não fosse reformulada. Na prática é a câmara que vai assumir essa dose de impressibilidade que pode ser enorme. Nesse sentido já estamos a reformular a candidatura para em Setembro continuarmos com o projecto”.   


  Redes Sociais   Facebook

2007—2018 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados