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Terça, 19 Jun 2018
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SOCIEDADE
“SOMOS BRAVOS E CORAJOSOS. CONGRATULEMO-NOS.”
Rádio Cova da Beira
Foi desta forma que Luís Silva terminou a sua intervenção na sessão solene comemorativa do 271º aniversário da fundação do concelho do Fundão. O cidadão de Alpedrinha recebeu em nome do “ Povo do Fundão” a medalha de ouro da cidade, atribuída pelo município, para homenagear a entrega e o apoio da população fundanense no combate às chamas nos incêndios do Verão de 2017, assim como o seu sofrimento.
Por Paulo Pinheiro em 11 de Jun de 2018

Num momento emotivo e carregado de simbolismo, Luís Silva começou por expressar a vontade de não ter que representar “o sofrimento de um povo ou o fustigar da Gardunha por labaredas criminosas”.

Assumindo honrosamente a responsabilidade de acolher o reconhecimento pela coragem de quem defendeu o que era seu “no que diz respeito a bens materiais, mas sobretudo o que era seu em identidade de um povo”, disse.

 

Luís Silva realçou a união do povo em horas de desespero como aquelas que se viveram na tragédia que aconteceu em 2017

“É esta a dor que nos chega. Assistir ao dizimar do que somos enquanto povo presenteado pela Gardunha, o reduzir a cinzas oque nos une pela história da essência do que somos feitos”, disse.

 

Volvidos 10 meses sobre os acontecimentos, o também homenageado desejou que “nunca mais nos vejamos assolados por tal tragédia, que nunca mais o povo da Gardunha tenha que se unir em defesa do que é nosso e do que somos. Somos bravos e corajosos. Congratulemo-nos”, conclui.

Incêndios que em 2017 mergulharam as populações numa profunda inquietação e angústia, marcaram pessoas, abalaram a confiança de muitos e teceram por um lado “uma das páginas mais negras da história do concelho”, disse o presidente da CMF mas por outro “provocaram uma das páginas mais luminosas do que é a nossa identidade com uma comunidade unida e detentora dos maiores princípios da civilidade”, referiu o presidente do município.

Com emoção, Paulo Fernandes recordou os dias de noite de combate aos incêndios e expressou um grande orgulho, enquanto autarca e cidadão “neste clamor público que ecoou nos corações de todos e nesse momento de exemplar interajuda, de generosidade e preocupação pelo próximo que cruzaram as gentes do Fundão”.

 

A medalha de ouro fica exposta no salão nobre dos Paços do Concelho atribuída à população do Fundão “que se levantou por vontade própria e combateu as adversidades, as tragédias e todos flagelos que acometeram o concelho”, frisou o edil.

O chefe do executivo espera que todos “da cidade e das freguesias, de todas as idades e credos, assumam esta distinção como sua”.

A entrega da medalha de ouro da cidade ao “Povo do Fundão” mereceu um aplauso demorado, em pé, de todos os presentes na sala.

Uma sessão onde Paulo Fernandes deixou um forte apelo à união da Cova da Beira e duas reivindicações: a abolição das portagens nas ex-Scut´s e a criação de um programa nacional, com fundos comunitários exclusivamente para os territórios de baixa densidade.

A abertura da cerimónia contou com momentos musicais protagonizados pelo docente Dario Cunha e os alunos Rafael Lourenço e Margarida Geraldes da Academia de Música de Dança do Fundão

  


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