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CULTURA
FESTIVAL WOOL: EDIÇÃO DE 2018 ENCERRA ESTE DOMINGO
Rádio Cova da Beira
Chega hoje ao fim a edição deste ano do festival de arte urbana da Covilhã. Durante a última semana o festival “Wool” voltou a trazer à região quatro artistas que estão a desenvolver o seu trabalho em espaços públicos, como nos edifícios do auditório e do arquivo municipais e ainda na antiga casa escola dos bombeiros da Covilhã. Entre os participantes marcam presença o argentino Pastel, o espanhol Rock e os portugueses Frederico Dró e Aheneah.
Por Nuno Miguel em 10 de Jun de 2018

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Embora as condições climatéricas não tenham sido as ideais, devido a chuva que se fez sentir, a organização do festival faz um balaço muito positivo desta edição. Lara Seixo Rodrigues destaca o carácter de homenagem que o “Wool” quis prestar este ano “por um lado nesta edição prestámos uma homenagem aos bombeiros devido a tudo aquilo que aconteceu no ano passado. Penso que ainda ninguém o tinha feito na cidade e mesmo a nível nacional temos sempre de fazer uma homenagem que é muito sentida. Por outro lado decidimos também homenagear uma personalidade da cidade. Ernesto Melo e Castro é natural da Covilhã, é um poeta visual e mesmo sendo ele engenheiro e professor aquilo que nos interessava era trabalhar a questão da poesia visual em que ele foi pioneiro. Foi muito interessante entrar em contacto com ele e com a família. Ele está longe mas a acompanhar o que está aqui a ser feito e tem sido muito interessante ver que, desde os primeiros traços, as pessoas o tem reconhecido e nos tem contactado para saber se é mesmo ele”. 
Natural de Vila Franca de Xira, Aheneah, está a desenvolver uma instalação em lã na praça do municipío e que posteriormente vai ser transferida para a antiga casa dos magistrados onde vai ficar em exposição permanente. Em declarações à RCB, a artista destaca o papel que este festival tem assumido para dinamizar a Covilhã na arte urbana e refere que o seu trabalho tem também uma dedicatória especial “é uma homenagem à pessoa que me ensinou a trabalhar a lã, a minha bisavó, e por isso decidi fazer este trabalho de grande escala em ponto de cruz, uma vez que estou na terra onde a lã é fabricada. Foi a primeira vez que participei neste festival, gostei muito de aqui estar, sobretudo porque o «Wool»» tem contribuído muito para aumentar a visibilidade da cidade, onde já existem trabalhos muitíssimo interessantes dentro deste roteiro da arte urbana e acho que este festival é uma mais valia para a cidade”.

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