RCB/TuneIn
Quarta, 26 Set 2018
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
POLÍTICA
INTERIOR: MEDIDAS PARA A CRIAÇÃO DE EMPREGO SÃO ESSENCIAIS
Rádio Cova da Beira
A deputada do PS eleita pelo distrito de Castelo Branco, Hortense Martins, defendeu esta semana, no Parlamento, que as medidas para a criação de emprego no Interior são essenciais, no sentido de continuar a obter bons resultados no combate ao desemprego, em geral, mas também, e em particular, no que respeita ao desemprego jovem e de longa duração.
Por Paulo Pinheiro em 08 de Jun de 2018

A eleita socialista sublinhou, no entanto, que tão importante como a criação de emprego é a manutenção dos empregos já existentes nos territórios de baixa densidade.

A deputada aplaude, por isso, a medida do Governo de prorrogar os benefícios fiscais para criação de emprego até 2019 e considerou que devem ser reforçados para as regiões do interior e para alguns segmentos. E acrescentou que não estamos em condições de prescindir das políticas ativas de emprego e de continuar o caminho da prioridade dada ao combate ao desemprego.

 

Apesar de reconhecer o sucesso na diminuição da taxa de desemprego, deixou um apelo, lembrando que as políticas para o Interior não são eficazes se se esquecerem as empresas, o emprego de longa duração e o emprego jovem. “Estas áreas têm que continuar a ter fortes incentivos”, defendeu numa audição com o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes.

 

Para Hortense Martins, os benefícios fiscais não podem ser uma carta em branco e realçou a necessidade de ser efectuada uma avaliação do custo/benefício.

“É necessário ter mecanismos eficazes de monitorização desses instrumentos fiscais” para que se verifique “se os objetivos de políticas públicas, que estão na base da criação de um benefício fiscal, estão a ser atingidos”, disse.

 

A deputada assumiu que é possível ir mais além no que respeita aos incentivos à criação e manutenção de emprego para o Interior, alertando, porém, que é preciso estabilidade das políticas públicas e simplicidade da legislação, por forma a poder ser utilizada pelo nosso tecido empresarial, constituído sobretudo por pequenas e médias empresas.

 

O Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais reafirmou no Parlamento que a intenção do Executivo foi modelar estes incentivos tendo em conta os territórios mais frágeis. António Mendonça Mendes referiu que a intenção do Governo, ao prorrogar 15 benefícios fiscais, que existem desde 1998, até 2019, não é de os manter no tempo, mas aproveitar para fazer ajustamentos, como sugeridos pela deputada. O governante disse ainda que a intenção do Governo não é o de adiar a avaliação, mas fazê-la tendo já na sua posse as conclusões do grupo de trabalho criado para estudar esta revisão e que, até 31 de Março do próximo ano, vai concluir no seu trabalho.


  Redes Sociais   Facebook

2007—2018 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados