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Quinta, 13 Dez 2018
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POLÍTICA
“A PROTECÇÃO DA FLORESTA NUNCA PODE PARAR”
Rádio Cova da Beira
O secretário de estado da protecção civil sublinha que existem em todo o país mais de seis mil aldeias em que o risco de incêndio durante este verão é elevado. A revelação feita por Artur Neves à margem de um debate sobre a temática que foi organizado pela juventude socialista na Guarda. Por isso o governante sublinha que a questão da limpeza e protecção da floresta contra incêndios é uma tarefa de todo o ano.
Por Nuno Miguel em 08 de Jun de 2018

“A preocupação com o fogo é uma preocupação permanente e os cidadãos sabem disso. E por isso temos de prevenir, prevenir, prevenir. Para além disso é também preciso conhecer os modos como nos devemos proteger. Foi por isso que lançámos, para além das medidas ligadas à silvicultura preventiva, o programa «Aldeia Segura, Pessoas Seguras». É um projecto que tem de ser disseminado por todo o país uma vez que foram identificadas mais de seis mil aldeias em risco este ano. Mas este é um trabalho que nunca pára uma vez que este ano são estas aldeias e para o ano serão outras. Temos que desenvolver permanentemente esta cultura de segurança sendo certo que os trabalhos de limpeza não podem parar”.   

 

Artur Neves sublinhou ainda que a dificuldade no cadastro dos terrenos não tem de comprometer esse trabalho de prevenção “na questão de prevenção, quanto a mim, esse é um falso problema. É evidente que conhecer os donos de todas as parcelas e saber onde moram facilita o trabalho de todos nós. Mas também a alteração legislativa que foi feita permite às autarquias, no caso de o proprietário ser desconhecido, colocar um edital no terreno e passados cinco dias entrar na propriedade e fazer a sua limpeza”.

 

No entanto, o secretário de estado da protecção civil sublinha que é muito importante que o trabalho do cadastro seja concretizado, por forma a melhorar o trabalho de ordenamento florestal que é feito pelos municípios “é muito importante conhecer os proprietários para poder fiscalizar e desenvolver planos de intervenção florestal a uma escala maior, de forma a que esses terrenos possam ter rendimento. No fundo para desenvolver uma gestão condominial da floresta, coisa que hoje na maior parte dos territórios não existe. Temos mini parcelas, muito fragmentadas, milhares de proprietários e não conhecendo o dono de cada parcela é muito difícil de realizar estes trabalhos, sobretudo a curto prazo”.  


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