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Domingo, 24 Jun 2018
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POLÍTICA
CULTURA CIENTIFICA É VITAL PARA O PAÍS
Rádio Cova da Beira
A Secretária de estado da ciência, tecnologia e ensino superior aplaudiu mostra de ciência que decorreu no pavilhão multiusos e que marcou o encerramento do projecto “Sons da Gardunha”. A governante fez o elogio à cultura científica que o projecto promove e que é tão necessária a um país que deixa de fora do ensino superior dois em cada três jovens com 20 anos.
Por Paula Brito em 07 de Jun de 2018
 

O desafio foi lançado pelo coordenador nacional de estrutura de missão do plano nacional de sucesso escolar, e aceite pelo agrupamento de escolas Gardunha e Xisto que articulou várias disciplinas, formações e graus de ensino neste projecto de ciência experimental designado Sons da Gardunha.

“Chama-se assim porque dá expressão científica a esses sons: ao som da água, dos ventos que passam nas pedras e monumentos das aldeias históricas e do xisto, ao bater das asas da aves, à voz dos animais, à exploração das minas, ao trabalho do campo, ao chocalhos dos rebanhos, aos bombos, aos sons da floresta, ao fim e ao cabo, aos sons das nossas vidas”, explicou Cândida Brito, directora do agrupamento de escolas Gardunha e Xisto que, por um dia, ocupou o pavilhão multiusos para mostrar os resultados do projecto.

No final da visita, a governante fez o elogio à cultura científica que este projecto promove e que é tão necessária para o país.

“É uma matéria vital para o nosso desenvolvimento, para a consistência, para a sustentabilidade do nosso percurso na área da ciência e da tecnologia, nós temos uma população com níveis de cultura científica muito frágeis e é este o caminho para os superar”.

Maria Fernanda Rollo tem esperança que projectos como este sejam o caminho para alterar a percentagem de jovens que em Portugal fica fora do ensino superior. Segundo a governante, apenas um em cada três jovens com 20 anos frequenta o ensino superior. Uma realidade que é preciso alterar.

“Nós precisamos de recursos humanos qualificados e o problema é que nós temos uma taxa muito frágil de estudantes a prosseguir para o ensino superior, é preciso que as pessoas compreendam que ter qualificação superior vale a pena, uma pessoa que tem formação superior tem 85% mais de probabilidades de ter emprego.”

Além de maior empregabilidade, a formação superior proporciona melhores salários, menor risco de emprego, maior autonomia, realização pessoal, competências transversais, experiencias internacionais, maior integração, mobilidade social e capacidade para enfrentar a mudança. São as 10 razões que constam do panfleto que a secretária de estado da ciência, tecnologia e ensino superior não se cansa de divulgar para contraria a ideia “errada, que não vale a pena estudar e que o ensino superior não dá emprego, não é verdade e os números provam-no até à exaustão.   


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