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Sexta, 17 Ago 2018
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SOCIEDADE
UBI ASSINA PROTOCOLOS NA ÁREA DA SAÚDE
Rádio Cova da Beira
Foram três os protocolos assinados pela universidade da Beira Interior com o objectivo de reforçar competências na área da saúde. A cerimónia decorreu no edifício da reitoria, e vai permitir a realização de formações em tele saúde e em simulação médica.
Por Nuno Miguel em 06 de Jun de 2018

De acordo com o presidente da faculdade de ciências da saúde são áreas que tem conhecido um grande desenvolvimento nos últimos tempos e que vão permitir reforçar a qualidade formativa existente, nomeadamente na faculdade de ciências da saúde. Miguel Castelo Branco sustenta que “a simulação médica é até uma área já mais tradicional dentro da nossa faculdade, que está presente desde o início da leccionação em medicina, e neste caso estamos a falar até ao nível da pós graduação para profissionais que aqui podem adquirir novos conhecimentos e competências. Já a tele saúde é uma área mais recente mas que nós abraçámos até pelas particularidades da nossa região e pelo interesse que existe em tornar mais eficiente a prestação de cuidados de saúde e hoje sabemos que podemos prestar um serviço de qualidade, evitando que as pessoas tenham de se deslocar de um lado para outro”. 

 

O primeiro protocolo foi assinado com a sociedade ibérica de telemedicina e tele saúde, tendo em vista reforçar a competência dos alunos nesse domínio. Uma aposta fundamental para melhorar a qualidade dos serviços prestados à população, afirma Dias Gonçalves, presidente daquela organização “a e-saúde é absolutamente necessária para dar sustentabilidade ao serviço nacional de saúde, nomeadamente por uma questão de acessibilidade dos cidadãos. Não podemos estar com listas de espera obscenas de dois anos à espera de uma consulta. No entanto é algo que está com dificuldades de implantação porque há resistências por parte dos médicos e a nossa sociedade pensa que uma das maneiras de conseguirmos chegar mais depressa é entrar nas universidades e incutir aos futuros profissionais a necessidade de introduzir estas novas ferramentas que hoje temos à disposição”.  

 

O segundo protocolo foi assinado com a empresa “Linde”, para o desenvolvimento de uma formação pós graduada na área da ventilação não invasiva. De acordo com Maria João Vitorino, responsável da empresa, o grande objectivo passa por deixar os profissionais de saúde melhor preparados para a sua actividade “esta é uma área que tem vindo a ser desenvolvida ao longo das últimas décadas mas não está curriculada dentro do ensino da medicina. Nesse sentido nós confrontamo-nos com médicos que necessitam de, no seu dia a dia ventilar os doentes, e necessitam desse conhecimento. Por isso a introdução desta forma de tratamento nos currículos é fundamental para os deixar melhor preparados”.

 

Já o terceiro protocolo foi assinado com a Universidade Aberta, tendo como objectivo a criação de um curso de pós graduação na área da tele saúde. Domingos Caeiro, vice reitor daquele estabelecimento de ensino, sublinha que esta aposta vai permitir suprir uma lacuna ao nível do ensino à distância em todo o espaço que utiliza a língua portuguesa “vamos trabalhar essa pós graduação dentro do regime que está definido pela universidade que passa pela ensino à distância. A grande vantagem é que não estamos a oferecer esta formação para um contexto local ou regional mas sim para um mundo sem fronteiras e que, neste caso em concreto, abrange todo mo espaço onde se fala a língua portuguesa”. 

 

João Canavilhas, vice reitor da UBI para as áreas do ensino e da internacionalização, acredita que a assinatura destes protocolos vai permitir à instituição expandir a sua formação na área da saúde e, através do ensino à distância, suprir a lacuna de falta de profissionais em algumas especialidades “a ideia é nós expandirmos a nossa formação, neste caso na área da saúde, que é uma área com muita necessidade em Portugal e utilizando este mecanismo que é o ensino à distância. Na nossa região a falta de médicos em algumas especialidades é uma realidade que está bem presente e a nossa ideia é formar recursos humanos na área da tele saúde porque essa pode ser uma forma de combater o problema de ter a maioria dos clínicos concentrados nas grandes cidades”.

 

Um acordo em que também vai estar envolvida uma universidade da Indonésia com o intuito de disponibilizar este conjunto de formações aos profissionais de saúde de Timor Leste. 


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