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Sexta, 17 Ago 2018
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SOCIEDADE
“MEDIDAS SÃO MERITÓRIAS MAS DUVIDO DA CONCRETIZAÇÃO DE ALGUMAS”
Rádio Cova da Beira
O coordenador do observatório para o desenvolvimento económico e social da universidade da Beira Interior tem algumas dúvidas que as propostas apresentadas pelo “Movimento pelo Interior” para a descentralização de serviços do litoral para o interior venha a ser concretizada.
Por Nuno Miguel em 06 de Jun de 2018

Pires Manso acredita que a versão final do documento, que foi recentemente entregue ao Presidente da República e ao governo, apresenta medidas meritórias mas algumas delas são de difícil concretização “é importante este tipo de medidas porque efectivamente alguma coisa precisa de ser feita e o interior precisa de um abanão. Mas tenho dúvidas que algumas das medidas que lá estão não irão ter viabilidade, nomeadamente a descentralização daquelas entidades que estão na capital para o interior. Duvido que a maior parte seja transferida, mas são propostas altamente meritórias. Agora outras medidas, como a diminuição do IRC e de outro tipo de impostos que possam estimular as empresas a instalar-se no interior, penso que é possível serem concretizadas”.    

 

O investigador classifica ainda como uma boa notícia a assinatura do protocolo entre os municípios e a AIECEP com o objectivo de captar investimento directo externo para o interior e promover a internacionalização. Uma ideia que só peca por tardia “os capitais externos, não é que tenhamos tido muitos, mas temos tido algumas empresas estrangeiras a sediar-se em Portugal. Mas são raríssimos os casos de empresas que se instalam no interior. A maior parte destes grandes investimentos é feita a pensar na exportação e por isso estarem no litoral ou no interior do meu ponto de vista isso não é muito significativo. Mas o que acontece é que a maior percentagem do eleitorado está no litoral e acaba por fazer pressão para que esses investimentos ali fiquem. Por isso espero que que os territórios do interior sintam os efeitos práticos desta medida porque, caso contrário, o país vai continuar a desenvolver-se a duas velocidades”.

 


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