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SOCIEDADE
COOPERATIVA DOS OLIVICULTORES DO FUNDÃO DIVERSIFICA ACTIVIDADE
Rádio Cova da Beira
A Cooperativa Agrícola dos Olivicultores do Fundão avança com a azeitona de conserva e pretende aumentar as exportações. Presidente da direcção destaca a importância para o Lagar deste novo projecto.
Por Paulo Pinheiro em 05 de Jun de 2018

Alguns associados têm insistindo na necessidade do Largar diversificar a oferta e entrar em novas áreas de comercialização. Na última assembleia-geral, o tema foi novamente abordado e o presidente da direcção afirma não ter dúvidas quanto à importância deste passo na vida da cooperativa.

Neste sentido, António Amaral anunciou ter já solicitado orçamentos para as máquinas necessárias

“Já pedimos orçamentos para a aquisição de um calibrador, balança e outros equipamentos porque esta área tem muito interesse para a cooperativa. Há muitos associados que vendem a azeitona para conserva e depois o refugo é que vem para o Lagar. Ao avançarmos com este projecto, ficamos logo com a azeitona de conserva e a de refugo segue logo para a linha da cooperativa”, explica.

 

Para aquele responsável, o projecto da azeitona em conserva na Cooperativa dos Olivicultores do Fundão não pode esperar muito tempo a concretizar-se porque os benefícios são evidentes

“ Para nós, é vantajoso e tem que arrancar o mais rápido possível. Se não for na próxima campanha tem que ser na seguinte. É um novo produto, uma área que nunca foi explorada no Lagar. Vamos experimentar até porque aqui há matéria-prima”, assegura.  

 

Depois da última campanha ter superado todas as expectativas de produção, a melhor de sempre, e dos associados terem deixado mais azeite no Lagar, António Calmão espera em 2018 aumentar as exportações, ao contrário do que aconteceu em 2017.

“O ano passado queríamos azeite para os nossos clientes em Portugal e também para exportar e não tínhamos. Este ano, temos uma grande quantidade de azeite que os sócios deixaram o que nos vai dar muito jeito. Estamos já a exportar para os Países Bálticos, Canadá, Inglaterra e França”.   

 

A direcção do Lagar acredita que 2018 permita retomar o caminho comercial anteriormente iniciado, mas que a falta de disponibilidades de azeite no ano passado interrompeu.

O ano transacto (2017/2018) foi o melhor de sempre em matéria de produção. Durante a campanha foram laboradas aproximadamente 2700 toneladas de azeitona que se traduziram em cerca de 467 mil litros de azeite, perto de 2500 toneladas de bagaço e cerca de 35 toneladas de caroço vendido. A campanha registou um aumento de 600 toneladas de azeitona entregue e de 200 mil litros no que respeita à quantidade de azeite produzido

“Acreditamos que este aumento se deve ao trabalho feito a nível estrutural na cooperativa e também pelo aumento da área de plantio de olival na região”, referem os responsáveis.

A remodelação do lagar vai continuar a ser outro objectivo a atingir.

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