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S√°bado, 23 Jun 2018
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SOCIEDADE
CEREJA COM MARCA COMUM
Rádio Cova da Beira
Uma das principais novidades da edição deste ano da feira da cereja, que decorreu no Ferro, foi que todo o fruto foi comercializado com a marca do centro interpretativo da cereja. Uma aposta que, de acordo com o presidente da junta de freguesia, pretende levar mais longe o nome do produto e também daquela vila do concelho da Covilhã.
Por Nuno Miguel em 05 de Jun de 2018
“Nós não podemos querer criar um valor acrescentado para a nossa cereja se não tivermos uma marca representativa e algo que nos diferencie. Este ano a caixa já foi igual para todos os vendedores, os compradores vão levá-la para casa e sempre que olharem para ela vão lembrar-se do ferro, da cereja e do centro interpretativo. Foi a forma de marketing directo que encontrámos para conseguir que o nome do Ferro e da sua cereja saia das fronteiras da Cova da Beira para que, em futuros eventos, essa marca seja cada vez mais conhecida”.  
A edição deste ano foi a primeira realizada depois da criação da associação “Casa da Cereja do Ferro”, que ficou com a responsabilidade de gerir o centro interpretativo da cereja. Uma aposta que, de acordo com Paulo Ribeiro, vai ser intensificada uma vez que o futuro do certame depende muito do envolvimento dos produtores em torno deste projecto “a intenção é que sejam a sociedade civil a tomar as rédeas do centro interpretativo, a fazer com que ele continue a ter o mesmo sucesso e que organize eventos ligados à cereja durante todo o ano de uma forma completamente desligada das vontades deste executivo ou de qualquer executivo que venha no futuro. É essa a intenção. Vamos esperar que o trabalho já desenvolvido pela associação evolua, ganhe massa crítica e permita que os próprios produtores intervenham muito mais na organização deste evento. É um evento feito para eles e por isso tem de ser eles a fazê-lo”.  
Nélson Bernardino foi um dos produtores que marcou presença pela primeira vez no certame e à RCB confessa que as suas expectativas foram superadas “a nossa quinta tem cerejas há anos mas é a primeira vez que estamos a participar. A feira está boa, tem havido muita gente e esperamos que no final supere as expectativas. É uma experiência para repetir no futuro e aconselho a todos que o façam. Na minha opinião valeu a pena”. 
Rui Figueiredo marca presença nesta feira há quatro anos e refere que é uma aposta que tem valido a pena “costumo fazer a feira há quatro anos, já trabalhei numa empresa da região que costuma fazer estas feiras e tenho sempre marcado presença aqui no Ferro e noutras feiras da região. Tem valido a pena vir aqui ao Ferro. É certo que há sempre as variáveis meteorológicas que condicionam a produção mas é uma aposta que vale a pena e que é para continuar”. 
Na edição deste ano, a organização optou por criar dois pontos específicos para a venda de cereja em detrimento de intercalar os stands como acontecia até aqui. Uma aposta que, de acordo com o presidente da junta, valeu a pena e que permitiu aos produtores fazer melhores negócios.  

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