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SOCIEDADE
CEREJA DO FUNDÃO AFIRMA-SE NO MERCADO EXTERNO
Rádio Cova da Beira
A Cerfundão quer afirmar a cereja do Fundão pela qualidade, também fora de portas. Parceria com um dos principais agentes do mercado da fruta em fresco no mercado internacional vai permitir aumentar para dois dígitos a quota de exportação nesta campanha.
Por Paula Brito em 04 de Jun de 2018

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As expectativas de José Pinto Castello Branco, presidente do conselho de administração da Cerfundão. A empresa de comercialização e embalamento de fruta que, no ano passado, não chegou aos 10% de exportação de cereja.

“Nós gostávamos que este ano esse número fosse bastante exponenciado, temos uma estratégia definida que nos está a motivar muito, porque conseguimos interessar players do mercado internacional de fruta, nomeadamente alguns dos principais agentes do mercado internacional da fruta em fresco e por isso vamos entrar no mercado internacional pela porta grande.”

Para além de França, Espanha, Suíça e Holanda, pela primeira vez a Cerfundão pode entrar no mercado inglês. O mais exigente mas também o que valoriza mais a fruta.

“Valorizam muito toda a fruta, é um mercado onde é muito difícil de entrar porque o patamar de exigência é muito alto, tanto que há uma certificação para se poder trabalhar no mercado inglês que a Cerfundão já tem, mas que nos levou dois anos a conseguir, que é o BRC e que é tão elevada que serve quase de certificação para qualquer mercado.”

Em entrevista ao programa “Flagrante Directo” da RCB, o presidente do conselho de administração da Cerfundão explicou o nível de exigência da certificação BRC – British Retail Consortium.

“Exigem uma certificação que vai desde o pomar à central de embalamento, que se preocupa com a qualidade da fruta mas também com as condições de trabalho de quem trabalha a fruta, não apenas no campo mas também na central de embalamento. Temos várias auditorias para certificar que, uma vez iniciada a cadeia de frio, ela não é interrompida, temos que garantir que o espaço da central de embalamento é vedado.”

Apesar do atraso de três semanas no arranque da campanha da cereja, José Pinto Castello Branco perspectiva uma boa campanha que pode chegar às mil toneladas.

“Tudo indica que iremos estar ao nível do ano passado (800 toneladas), senão ultrapassar, poderemos ter um acréscimo de 20 a 25% da produção global. Se fizermos as mil toneladas não será de estranhar.”

O atraso de três semanas não terá implicações directas na qualidade nem na quantidade, nem tão pouco vai protelar a campanha por mais três semanas. S. Pedro ainda tem cartas para jogar, mas a perspectiva é que a campanha seja muito concentrada e que umas variedades “se atropelem às outras”, a determinada altura.


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