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Quarta, 26 Set 2018
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POLÍTICA
“A DIFERENÇA QUE EXISTE É A DIFERENÇA DA VIDA”
Rádio Cova da Beira
O ministro da administração interna reage com incómodo às críticas feitas pelo presidente da câmara do Fundão a propósito da falta de apoio às vítimas dos incêndios que devastaram o concelho em Agosto do ano passado. Recorde-se que a provedoria de justiça definiu o pagamento de indemnizações às vítimas dos incêndios de Junho e Outubro mas em relação a Agosto nada foi estipulado.
Por Nuno Miguel em 29 de May de 2018
No caso do Fundão houve a registar um ferido grave no combate às chamas em Alpedrinha e Paulo Fernandes já afirmou publicamente que não vai aceitar essa situação de desigualdade e promete levar o caso até às últimas consequências. Confrontado com estas críticas em visita à região, Eduardo Cabrita sublinha que “as vítimas têm o sistema de apoio que é comum. Os mecanismos de indemnização estão definidos, foram aliás processados em tempo recorde. A diferença que existe é a diferença da vida. Nós temos o sistema de apoio e de indemnizações que foram dadas relativamente aos danos ocorridos. Vamos preparar-nos todos para que danos como os de Junho e de Outubro do ano passado não ocorram”. 
Para além do apoio às vítimas, vários autarcas da região manifestaram também o seu descontentamento em relação ao às verbas disponíveis no fundo de emergência municipal, destinado a assegurar a reposição de equipamentos e serviços públicos destruídos pelas chamas. Eduardo Cabrita refere que “o fundo de emergência municipal tem apoio para todos aqueles danos de equipamentos municipais que foram levantados como tendo decorrido dos incêndios. O que há é uma avaliação em que existe uma diferença nas áreas em que em Junho e Outubro houve perda de vidas humanas. Nesse caso há todo o apoio previsto na lei de regime geral, com toda a capacidade financeira para isso, e há um apoio adicional para as áreas onde se perderam vidas”. 
O ministro da administração interna acredita que estão reunidas as condições para evitar que se repitam as tragédias vividas no ano passado com os incêndios florestais, sublinhando que foram tomadas várias medidas ao nível da prevenção, da auto protecção e do combate “em seis meses nós fizemos um esforço na prevenção que nunca tinha sido feito. E esse esforço é já uma grande vitória da sociedade portuguesa. Nunca se falou tanto em defesa da floresta e sobretudo nunca se fez tanto. Ao nível da auto protecção das pessoas e bens, já 300 das 1000 freguesias de risco tem indicados os seus oficiais de segurança local e é um processo que todos os dias conhece novos desenvolvimentos. Ao nível da preparação para o combate reforçámos meios, melhorámos a coordenação e aumentámos a capacidade de apoio à decisão. Não quero dizer com isto que devemos estar descansados. Devemos continuar preocupados, atentos e mobilizados para que toda a resposta seja dada a eventos que muitas vezes estão dependentes de factores múltiplos e que nós não conseguimos prever”. 
Ideias deixadas por Eduardo Cabrita num debate promovido na Covilhã pelo jornal “Correio da Manhã”, que está a realizar um conjunto de 15 conferências em todo o país, que vão terminar em Outubro. Um trabalho que vai culminar com a apresentação de um conjunto de propostas ao governo para que Portugal não continue anualmente a ser confrontado com a problemática dos incêndios florestais.  

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