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Segunda, 30 Mar 2020
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SOCIEDADE
“AUSÊNCIA DO FESTIVALES FOI SENTIDA”
Rádio Cova da Beira
Depois de um ano de interregno, muitas centenas de pessoas voltaram a acorrer no passado sábado a Vales do Rio para degustar o brulhão. “O Festivales”, dedicado à promoção daquela iguaria gastronómica, é uma organização do movimento associativo daquela aldeia e que pretende levar cada vez mais longe um produto habitualmente consumido em alturas festivas mas que, de ano para ano, tem vindo a ganhar novos adeptos.
Por Nuno Miguel em 29 de May de 2018

Jorge Andrade, responsável pela organização do evento, destaca novamente a adesão do público a esta iniciativa que, depois de um ano de paragem, já sentia saudades deste festival “esse ano de interregno também serviu para nós percebermos que as pessoas gostam disto e é bom voltar. A ausência do «festivales» foi sentida e isso foi-nos transmitido por muitas pessoas que nos visitaram. Quando procurámos juntar as colectividades em torno de uma iniciativa comum, percebemos que isto podia ter alguma dinâmica mas ao início não contávamos ter uma aceitação como a que se tem verificado ao longo destes anos”. 

 

Na edição deste ano a organização entendeu concentrar as actividades num só dia, ao contrário do que aconteceu em anos anteriores em que o festival decorria durante todo o fim de semana. Uma opção que Jorge Andrade justifica “as pessoas não fazem a mínima ideia da logística que implica a realização desta actividade. E não podemos pedir a pessoas que tem 70 anos, que entraram aqui hoje às seis da manhã para cozer os brulhões, para amanhã voltarem à mesma hora de uma forma completamente gratuita. A idade já não permite e a estrutura é muito pesada para realizar um festival como este durante dois dias”.

 

Na mente da organização está ainda a apresentação, até final deste mês, de uma candidatura ao programa “Valorizar”, no sentido de concretizar uma antiga aspiração; a criação do centro interpretativo do brulhão “essa candidatura está em fase de lançamento. O projecto está feito, já temos alguns pareceres e estudos de viabilidade e vamos agora à procura de financiamento. Queremos apresentar até final deste mês uma candidatura ao programa «valorizar» tendo em vista concretizar essa ideia”.

 

A união de freguesias de Peso e Vales do Rio já cedeu o edifício da antiga escola do primeiro ciclo daquela aldeia para que esse projecto seja uma realidade. Em declarações à RCB o presidente da autarquia refere que há disponibilidade em apoiar a organização para que o sonho se transforme em realidade “nós já cedemos um edifício que está valorizado em cerca de 80 mil euros , o que já é uma ajuda muito grande. De qualquer forma, continuamos disponíveis para apoiar esta ideia, vamos fazer o registo do terreno para que o projecto possa ser entregue na câmara municipal e assim poder ser feita a candidatura a fundos comunitários. É uma obra muito importante para nós porque, além do centro interpretativo, vamos ter um espaço para que as pessoas que queiram comer o brulhão venham a Vales do Rio e tenham um local onde o comer em qualquer dia da semana”.   

 

Depois de um interregno em 2017, Rui Amaro faz ainda uma avaliação muito positiva desta edição do certame, considerando que “este festival é já um ícone do concelho da Covilhã e de toda a região e foi uma pena que o ano passado não se realizasse. No entanto regressou em força e eu fiquei surpreendido com a quantidade de pessoas que me contactaram para saber os moldes em que a iniciativa se ia realizar e também em comprar o brulhão. Há muitas pessoas que nestas freguesias o fazem durante o ano e foram agora contactadas para o venderem o que comprova que é um produto que é cada vez mais apreciado”.   

 

 

 

 

 


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