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Terça, 10 Dez 2019
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SOCIEDADE
CASTELO BRANCO: DECIF APRESENTADO
Rádio Cova da Beira
O distrito de Castelo Branco viu reforçado em 11 por cento o efectivo para o combate a incêndios florestais. Os números foram tornados públicos pelo comandante operacional distrital na apresentação do dispositivo de combate a incêndios florestais que decorreu esta manhã.
Por Nuno Miguel em 28 de May de 2018
Este ano uma das principais novidades foi a extinção do programa de fases e a sua substituição por níveis de empenhamento operacional. O nível IV, equivalente à antiga fase Charlie, vai ter no distrito 737 operacionais e 154 veículos com o apoio de cinco meios aéreos, incluindo elementos das corporações de bombeiros, da força especial dos soldados da paz, equipas de sapadores e de intervenção perante e ainda do grupo especial de protecção e socorro da GNR.
Durante o período mais crítico, o distrito vai ter 11 postos de vigia, integrados na rede nacional criada para o efeito. De acordo com Francisco Peraboa a vigilância e a detecção são áreas que vão merecer uma atenção especial “essas são duas questões que devem merecer a nossa maior prioridade e nesse âmbito contamos com o papel do primeiro agente de protecção civil que é o cidadão. Sabemos que grande parte das ocorrências é causada pelo comportamento humano, seja por dolo, negligência ou outro tipo de actividades. Precisamos da colaboração dos cidadãos para que eles também nos ajudem a reduzir as ocorrências e quanto menor for esse número melhor vamos estar capacitados para dar resposta àquelas que forem acontecendo”. 
Para além de sublinhar o crescimento de 11 por cento do dispositivo, o comandante operacional distrital destaca o esforço que vai ser desenvolvido ao nível do ataque inicial por forma a que um minuto depois da ocorrência seja dada ordem para a intervenção dos meios aéreos e dois minutos depois os meios terrestres também vão estar aptos a iniciar o combate às chamas “essa é a nossa bitola. Sabemos que ela é muito elevada, mas foi sempre isso que fizemos nos últimos anos e vamos continuar esse caminho. A partir do momento em que há um incêndio que foi detectado a sala de operações tem um minuto para despachar os meios aéreos e dois minutos para os meios terrestres de ataque inicial. É isso que fazemos questão de continuar a cumprir porque se o ataque inicial for forte e rápido, naturalmente que estaremos em melhores condições para evitar a propagação das chamas”  
Com uma área a rondar os 300 mil hectares de floresta, Francisco Peraboa sublinha que as áreas protegidas das Serras da Estrela e Gardunha continuam a ser encaradas com preocupação. Em 2017 foram registadas em todo o distrito, 636 ocorrências de incêndio. Um número que o comandante operacional distrital espera diminuir este ano “esse é o meu desejo e acredito que se todos tivermos uma actuação conscienciosa e colocar os nossos meios e recursos ao dispor, é possível reduzir esse número de ocorrências de forma significativa. Por exemplo em 2014 o número de ocorrências foi bastante inferior, também devido às condições climatéricas, mas os comportamentos dos cidadãos continuam a ser determinantes para isso”. 
Na apresentação do dispositivo deste ano, Francisco Peraboa destacou ainda como uma mais valia a existência de uma equipa de intervenção permanente em todas as corporações de bombeiros do distrito e o aumento do número de equipas de sapadores, que ascende a 24. Já em relação aos meios aéreos, os centros localizados em Castelo Branco, na Covilhã e Proença-a-Nova vão ter um helicóptero bombardeiro médio. Na pista das Moitas vão ainda ficar estacionados dois aviões bombardeiros de médio porte.

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