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Quinta, 16 Ago 2018
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POLÍTICA
COVILHÃ: HABITAÇÃO SOCIAL GERA NOVA DISCUSSÃO
Rádio Cova da Beira
Foi acesa a troca de argumentos na última reunião pública da câmara da Covilhã a propósito do estado de degradação do parque de habitação social daquele concelho. Por diversas vezes o assunto foi abordado ao longo dos últimos anos mas, de acordo com o vereador do CDS/PP, falta passar à acção. Nuno Reis sustenta que todos os diagnósticos estão feitos e não se compreende o atraso na autarquia em avançar com um plano de requalificação que há muito é esperado pelos moradores.
Por Nuno Miguel em 23 de May de 2018
“Eu penso que já é altura, porque os planos já existem, os levantamentos das necessidades estão feitos, de se avançar efectivamente com essa intervenção. Sabemos que também os custos já estão calculados. Vão-me dizer que não há dinheiro para fazer toda a intervenção de uma só vez. Agora é urgente dar sinais claros de que a câmara que o executivo está a intervir, mesmo que seja de forma paulatina, na habitação social. E todos nós sabemos quais são as casas que estão a necessitar de uma intervenção mais imediata”.  
Uma posição que a vereadora com o pelouro da acção social na autarquia covilhanense rejeita. De acordo com Regina Gouveia “estamos em fase de conclusão de um diagnóstico da habitação social, nesta fase estamos a preparar o relatório final e só depois de ele estar concluído é que vai ser definido o plano de acção. E, como é óbvio, esse plano vai ter de estar assente em prioridades porque se já existem estudos e orçamentos eu não os conheço. O que sei é que o trabalho que agora está a ser feito segue uma metodologia correcta”.  
Explicações que não convenceram Nuno Reis que recordou algumas promessas feitas sobre esta matéria desde 2013 “em 2013 o presidente da câmara municipal afirmou que a habitação era uma prioridade. Em 2016 disse publicamente que estava a ser recolhida toda a informação e deu aos serviços, numa reunião pública, a indicação para que fossem feitos todos os trabalhos nesse sentido. Também em determinado momento o então vereador Jorge Torrão disse que existia um trabalho a ser executado pela universidade da Beira Interior em articulação com os serviços técnicos do município. Portanto ou os trabalhos foram feitos e essa informação não lhe foi transmitida ou então nada foi feito nesse sentido e alguém andou a mentir à câmara”.   
Uma discussão em que também se envolveu o vereador com o pelouro da administração geral e finanças. Para José Miguel Oliveira o eleito do CDS/PP está a assumir uma postura de hipocrisia em torno deste processo “a posição do CDS no passado foi de aprovar a operação de adiantamento do valor das rendas de habitação social. Para mim é uma hipocrisia o senhor vereador vir aqui manifestar preocupação, inclusivamente ir buscar o passado e as declarações do senhor presidente da câmara e não ir mais atrás, a 2005, quando o seu partido na assembleia municipal votou a favor do adiantamento do dinheiro que colocou a habitação social na situação em que hoje está”.
Já Regina Gouveia sublinha que o trabalho que agora está a ser efectuado combina toda a parte social com a intervenção física que é necessário efectuar nas habitações. A autarca rejeita ainda as críticas de que ao longo do último mandato nada foi feito para resolver o problema “no mandato anterior o executivo trabalhou a habitação social, não há dúvidas quanto a isso. Houve projectos e candidaturas aprovadas que estão relacionadas com a eficiência energética e que foram baseadas em estudos. O que eu disse é que agora foi desenvolvido um diagnóstico completo, que tem a vertente social e também a vertente relacionada com as infraestruturas e estamos a preparar o relatório desse trabalho que, não tenho conhecimento que alguma vez tenha sido efectuado com estas duas dimensões”.

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