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Domingo, 24 Jun 2018
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POLÍTICA
MOVIMENTO APRESENTA CONCLUSÕES
Rádio Cova da Beira
A política fiscal, a educação e a distribuição de serviços da administração central são os três grandes eixos das propostas apresentadas pelo movimento pelo interior tendo em vista contribuir para o desenvolvimento dos territórios de baixa densidade.
Por Nuno Miguel em 21 de May de 2018
Na conferência nacional de apresentação das medidas, que decorreu em Lisboa, o presidente da câmara da Guarda que foi um dos principais impulsionadores da iniciativa, sustenta que se trata de um plano para três legislaturas e que em nada colide com outras medidas que possam vir a ser adoptadas. Para Álvaro Amaro “este movimento, que hoje se extingue, nasceu para ajudar de uma maneira livre, desinteressada, mas profundamente apaixonada por esta grande causa nacional. Existiu muito diálogo, muita reflexão, muito trabalho e aqui estão medidas que não esgotam muitas outras sugestões que são seguramente também muito importantes. O nosso objectivo foi articular entre si as soluções, tendo sempre presente que a coesão do território se faz com mais economia, mais emprego e mais pessoas”.   
A discriminação positiva para o interior é um tema já antigo, recordou nesta conferência o Presidente da República. Mas agora, diz Marcelo Rebelo de Sousa, esta é uma causa que deve ganhar outra força “em rigor, antes mesmo deste louvável movimento pelo interior, já muitos a nível central e local mas também na sociedade civil, trabalhavam para mudar a face de um Portugal tão promissor mas ainda tão desigual. Sabem esses e outros que estão cada vez menos sós nessa sua batalha pelo futuro. Estamos todos juntos nesse combate diário, como se impõe, sempre e só a pensar em Portugal”.   
Entre as medidas propostas estão a fixação obrigatória no interior de todos os investimentos superiores a 25 milhões de euros com apoio do estado e que criem novos postos de trabalho bem como a deslocalização de 25 serviços da administração central em três legislaturas, com a atribuição de incentivos aos funcionários que optem por se fixar na região. Logo após a recepção do documento o primeiro ministro, António Costa, apresentou dois compromissos “o primeiro é que vamos lançar uma linha de crédito, no valor de 100 milhões de euros, destinado exclusivamente às empresas situadas no interior para o financiamento de projectos de criação, expansão ou modernização das unidades produtivas. O segundo é que vamos rever o quadro fiscal aplicável, reforçando a discriminação positiva do interior, e entre outras medidas tencionamos que as empresas nos territórios de mais baixa densidade populacional possam beneficiar de reduções substanciais do IRC, podendo chegar até uma colecta zero em função do número de postos de trabalho que envolvem”.     
O movimento que agora se extingue integrou os presidentes dos autarcas social democratas e socialistas, Álvaro Amaro e Rui Santos, o presidente do conselho de reitores, Fontainhas Fernandes, o presidente do conselho coordenador dos institutos politécnicos, Nuno Mangas, o presidente do grupo “Visabeira”, Fernando Nunes, o fundador do grupo “Delta, Rui Nabeiro e Silva Peneda, antigo presidente do conselho económico e social. Aos proponentes, juntaram-se ainda os coordenadores dos três eixos; Miguel Cadilhe na política fiscal, Jorge Coelho na ocupação do território e Pedro Lourtie na educação. 

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