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Domingo, 24 Jun 2018
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POLÍTICA
CÂMARA NÃO SE REVÊ NA DECISÃO DA AMF
Rádio Cova da Beira
Na última sessão, a assembleia municipal do Fundão rejeitou por um voto a moção apresentada pelo Bloco de Esquerda contra a violência doméstica e defendendo a igualdade de género. O executivo da CMF não se revê nesta decisão.
Por Paulo Pinheiro em 18 de May de 2018

A moção sugeria à assembleia fazer um minuto de silêncio pelas vítimas assinadas já este ano em contexto de violência domestica e recomendava à CMF a colocação em funcionamento de um gabinete para a igualdade, que funcione como um espaço de informação e de promoção de iniciativas relacionadas com a igualdade de género. Para o BE, o combate a todas as formas de discriminação é fundamental bem como um atendimento personalizado, presencial e á distância por e-mail ou telefone. O documento apontava ainda uma outra recomendação à CMF para que incluísse na carta educativa medidas no âmbito de combate à violência, à promoção de uma cultura de igualdade de género e a resolução pacífica de conflitos dirigida a crianças e jovens em contexto escolar. Por sugestão do PS, foi ainda acrescentada a necessidade da criação de uma casa abrigo.

Por um voto (17 contra, 16 a favor e três abstenções), a moção foi rejeitada. Uma situação que deixou “arrepiada” a vereadora do PS na CMF. Para Joana Bento não faz sentido o chumbo da moção num concelho que tem um plano intermunicipal para a igualdade, um plano e concorreu à criação de uma casa abrigo pra o concelho. A autarca socialista apontou o dedo aos membros da bancada do PSD que ao votarem contra inviabilizaram a moção

“Naquele momento tive muita vergonha. Se em pleno século XXI há pessoas a votarem contra a igualdade de género e o combate à violência doméstica…faz todo o sentido, nós enquanto executivo e enquanto cidadãos em geral, falar e promover formações nesta área porque temo que os elementos do PSD na assembleia municipal do Fundão, que votaram contra, estejam mal formados sobre tema.”, disse. A autarca socialista pediu ao executivo, nomeadamente à maioria PSD, que se distancie da posição dos social-democratas na assembleia municipal.   

 

O presidente da CMF lembrou que logo a seguir à rejeição da moção, na assembleia municipal, lamentou que o documento não tivesse merecido a concordância de todos

“Tenho pena que esta questão não tenha tido a concordância de todos. Com um pouco mais de esforço entre todos eventualmente o assunto podia ser colocado. A igualdade de género é uma questão universal, transversal e o município é pioneiro relativamente a planos de igualdade de género e assim vai continuar”, disse 

Na reunião do executivo, Paulo Fernandes, e perante a votação verificada na AMF, sublinhou que outros membros, e não só do PSD, também votaram contra deixando ainda uma sugestão aos grupos partidários no sentido de que no futuro “haja maior trabalho prévio, nomeadamente em sede de comissão permanente, onde estas componentes das moções, quando verdadeiramente queremos criar consenso, sejam trabalhadas naquele grupo de membros da assembleia. É importante que em assuntos estratégicos e vitais para o concelho também os grupos da assembleia possam fazer algum trabalho para procurar este consenso”, frisou.

 


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