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Terça, 25 Set 2018
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SOCIEDADE
EX VEREADOR ADMITE TESE DE PERSEGUIÇÃO
Rádio Cova da Beira
A sessão desta manhã do julgamento em que Vítor Pereira e Santos Silva são acusados do crime de prevaricação de cargo político ficou marcada pelo testemunho de João Esgalhado, vereador da CMC entre 1997 e 2013.
Por Paula Brito em 18 de May de 2018

João Esgalhado admitiu em tribunal a tese de perseguição do anterior presidente da Câmara, Carlos Pinto, às familiares de Santos Silva, "não fecho essa porta", disse o ex-autarca com base na personalidade de Carlos Pinto, "o ego e o modelo de liderança do antigo presidente são conhecidos".

O ex-vereador da CMC, que trabalhou com Carlos Pinto durante 16 anos, e com quem cortou relações, tornou público o teor da última comunicação que tiveram "em que me ameaçou com um tijolo nos cornos".

O processo em causa esteve, de resto, na origem do seu segundo momento de tensão com Carlos Pinto, uma vez que, se recusou a assinar o protocolo, em que as familiares de Santos Silva cederiam o lote 12 à câmara da Covilhã, que lhes foi apresentado no dia em que foram levantar o alvará do loteamento.

 

Esgalhado recusou-se a assinar porque não tinha sustentação legal "o lote era para habitação e o protocolo previa a construção de uma junta, que é um serviço", justificou o ex-autarca que confirmou ainda ao tribunal que a família de Santos Silva já tinha feito cedências "até com algum excesso" para estacionamento, zonas verdes e equipamentos.

 

João Esgalhado disse ao tribunal que este processo foi pessoalmente acompanhado por Carlos Pinto. Outra das estranhezas é a avaliação tão díspar (cinco vezes menos) dos terrenos das familiares de Santos Silva no caso da ocupação da estrada, "nos tempos do PREC tinha um nome que era ocupação selvagem".

O ex vereador do urbanismo disse ao tribunal que se absteve na votação da proposta de acordo da família Santos Silva porque não queria bloquear uma tentativa de acordo e "acha" que não se opôs a que a câmara avançasse com a acção no tribunal que está na base deste julgamento.

Sobre este assunto e uma vez que já não tinha qualquer cargo politico ou responsabilidade, acompanhou apenas como cidadão.


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