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Quinta, 24 Mai 2018
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SOCIEDADE
ESCOLA MUDOU PARADIGMA DA SAÚDE NA REGIÃO
Rádio Cova da Beira
A criação da antiga escola de enfermagem de Castelo Branco foi um ponto de viragem para a melhoria da prestação de cuidados de saúde às populações do interior. Esta é uma das principais conclusões do livro “Enfermagem em Portugal – Formação e Identidade Profissional”, da autoria de Hélder Henriques e que foi publicamente apresentada naquela cidade.
Por Nuno Miguel em 17 de May de 2018
Neste trabalho, o autor procura abordar a evolução da enfermagem em todo o país mas também mostra o contributo que a instituição trouxe a Castelo Branco “este livro, em termos gerais, trata da enfermagem no seu todo mas procura também abordar que contributo é que uma escola, neste caso no interior de Portugal, deu à construção de algo maior como é a enfermagem. E neste caso podemos perceber que o contributo é imenso porque existiu um conjunto de saberes ministrados nesta escola que lhe vão permitir ter um enorme prestígio em termos nacionais. E isso acabou por ser até selectivo no recrutamento dos profissionais que saiam de Castelo Branco e que eram muito valorizados pelas diferentes instituições espalhadas pelo país face a outras escolas que existiam”. 
A antiga escola de enfermagem, actual escola superior de saúde foi fundada por José Lopes Dias nos finais da década de 40 do século XX. Durante mais de 20 anos como director daquele estabelecimento de ensino, Ismael Martins sublinha que a criação da escola permitiu mudar por completo o paradigma da saúde ao nível da região “basta apenas sublinhar que na década em que a escola nasceu não havia em qualquer parte desta vasta zona de Castelo Branco um único enfermeiro diplomado. Quem fazia os simples e curtos cuidados de enfermagem eram as religiosas dos antigos hospitais da misericórdia que iam aprendendo umas com as outras”.  
Ismael Martins acrescenta que a diminuição acentuada dos índices de mortalidade infantil na região foi outra das grandes conquistas que a criação desta escola trouxe à região “a taxa de mortalidade infantil era superior a 16 por cento, em que por cada cem crianças que nasciam mais de seis morriam. E em duas décadas essa mortalidade infantil foi reduzida de 16 para 5,1 por cento, o que foi uma diminuição extraordinária”. 

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