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Terça, 22 Mai 2018
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SOCIEDADE
PODERÃO OS ESTRANGEIROS DAR MAIS VIDA AO INTERIOR?
Rádio Cova da Beira
A pergunta e a resposta é de José Pires Manso na análise que faz aos números de estrangeiros que escolheram a região para viver. Covilhã e Fundão, na Cova da Beira, seguida da Guarda e Sabugal são as zonas mais atractivas da CIM das Beiras e Serra da Estrela para os estrangeiros.
Por Paula Brito em 14 de May de 2018

Dos 81.778 estrangeiros que residiam em Portugal em 2011, 1.696 escolheram a região das Beiras e Serra da Estrela.

Os concelhos onde se concentram mais residentes estrangeiros são a Covilhã com 307, o Fundão 251, a Guarda 176, o Sabugal 175, Gouveia 165 e Seia 144.

O peso nos restantes concelhos da região são os seguintes: Trancoso 99, Almeida 72, Figueira de Castelo Rodrigo 66, Celorico da Beira 64, Fornos de Algodres 44, Pinhel 42, Belmonte 38, Mêda 31 e Manteigas 22.

José Pires Manso acredita que estes cidadãos estrangeiros, vêm dar mais vida ao interior “quando muitos dos nossos nacionais não se mostram muito atraídos pelas belezas, encantos e empregos do interior por vezes é mais fácil inverter a tendência de esvaziamento recorrendo a estrangeiros que não se importam nada de se radicarem.” Refere o professor de economia na UBI e coordenador do observatório para o desenvolvimento económico e social, que destaca as qualificações que trazem os imigrantes, nomeadamente da Europa de Leste, “trazem óptimas formações superiores, técnicas, artísticas e com conhecimentos de línguas, que facilmente se adaptam ao país, à região e até à língua portuguesa”.

Assim, ao interior pode muito bem acontecer o que aconteceu ao ensino superior na região, cujo “processo de consolidação e de fixação de professores doutorados, altamente qualificados, na Universidade e I. Politécnicos da região também passou, e muito, pela contratação de estrangeiros, sobretudo polacos, russos e de outras nacionalidades, a par de alguns nacionais…”  

Dados mais recentes, dão conta de um aumento de 19% no número de autorizações de residência em Portugal entre 2016 e 2017. Brasileiros, asiáticos e oriundos dos PALOPS são em maior número.

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras concedeu 29.055 autorizações de residência a naturais de países terceiros à União Europeia em 2017, aproximando-se dos valores anteriores ao auge da crise.

“Estrangeiros que trabalham em Portugal, que se juntam a familiares que já cá estavam, que investem, estudam ou fazem investigação. Estas são as principais razões da entrada.”


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