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Terça, 16 Out 2018
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SOCIEDADE
MALCATA RECEBE INVESTIMENTO DE UM MILHÃO DE EUROS
Rádio Cova da Beira
O ministro do ambiente acredita que dentro de quatro anos vão estar reunidas todas as condições para se proceder à reintrodução do lince na Serra da Malcata. O prazo foi avançado por Matos Fernandes em Penamacor na cerimónia de assinatura do protocolo de colaboração técnica e financeira com o fundo ambiental relativamente ao projecto de protecção e restauro de espécies e habitats prioritários.
Por Nuno Miguel em 12 de May de 2018
O investimento global é de um milhão de euros, sendo que metade desse valor vai ser direccionado para a criação de condições para que a reintrodução se concretize em 2022 “o projecto começou a ser desenvolvido há um ano e daqui por quatro anos espero que estejam reunidas todas as condições para reintroduzir o lince na Serra da Malcata. O lince que está a ser reintroduzido em Portugal com sucesso está a ser feito mais a sul, em zonas de caça, porque ai existem presas para que ele se possa alimentar. Para terem uma ideia são precisos três coelhos por hectar para que ele possa viver e aqui na Malcata os valores são apenas de 0,5 coelhos por hectar. Se ele fosse introduzido no imediato era uma atitude pífia porque, ao fim de poucos dias, ele ia procurar alimento para outro lado. Por isso neste projecto está também a recuperação do viveiro florestal que se localiza no Sabugal que pode ser um abastecedor das espécies autóctones não só da Serra da Malcata mas também de outros territórios aqui nas proximidades”.    
A outra metade do investimento vai incidir na prevenção estruturada de incêndios florestais ficando a funcionar na Serra da Malcata uma equipa de sapadores e outra do corpo nacional de agentes florestais. Matos Fernandes refere que esta aposta pretende alcançar um duplo objectivo “o primeiro objectivo é ter gente no terreno. Foi isso que fizemos o ano passado no Geres e com sucesso. São pessoas que vão estar a trabalhar o ano inteiro e não apenas no verão, que conhecem o território e podem fazer essa prevenção estrutural, serem os primeiros a chegar quando existe um incêndio e serem os últimos a partir depois do rescaldo. No entanto num território com esta sensibilidade ambiental não se podem abrir aceiros como se faz numa mata comum. Por isso é fundamental essa presença continuada na reflorestação destes territórios e na recolha da massa florestal que está a mais”.      
Já o presidente da câmara de Penamacor sublinha que a assinatura deste protocolo o deixa “duplamente satisfeito”. António Beites sustenta que “por um lado estamos a falar da preservação e da criação de condições de habitat para reintroduzir o lince e, por outro lado, o trabalho que vai ser feito ao nível da prevenção florestal. A reserva natural da Serra da Malcata tem uma paisagem estrondosa, tem recursos fabulosos e este tipo de notícias é sempre uma mais valia para estes territórios, que neste caso envolve uma área com 16 mil hectares nos concelhos de Penamacor e do Sabugal”.

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