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Terça, 22 Mai 2018
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POLÍTICA
“GOVERNO CUMPRIU O COMPROMISSO QUE TINHA”
Rádio Cova da Beira
No dia em que decorreu mais um protesto na Guarda, organizado pela plataforma contra as portagens na A 23 e na A 25, o ministro das infraestruturas e do planeamento em visita à mesma cidade afirmou que nada tem a acrescentar quanto a uma nova redução do valor das portagens.
Por Nuno Miguel em 12 de May de 2018
Pedro Marques repetiu o que já tinha dito em anteriores visitas à região, sublinhando que está a ser estudada uma eventual redução para empresas e dessa forma incentivar a criação de emprego no interior do país “nós percebemos que os movimentos cívicos tenham uma ambição mas nós governamos para todo o país para que Portugal seja cada vez mais equilibrado e competitivo. Por isso esses movimentos devem reconhecer que nós fizemos a primeira alteração importante com a introdução das portagens já realizada. Neste momento estamos a analisar essa política e a ver o que se pode fazer do ponto de vista de reforçar as medidas que favoreçam a mobilidade das empresas e do emprego nas regiões do interior. Queremos aqui fixar mais pessoas através da fixação de mais emprego. O que é que isso significará em termos de políticas públicas concretas, deixe-me concluir o trabalho que está a ser feito e a seu tempo o governo vai dizer de sua justiça”. 
Questionado sobre a reivindicação da plataforma de que o governo tem margem para reduzir o valor cobrado, depois da diminuição de 15 por cento em 2016, Pedro Marques é peremptório “essa ideia da folga tem um pequeno problema; é que isso tem consequências orçamentais. As pessoas devem ter presente que as ditas receitas das portagens tem impacto nas contas públicas e nós se abolirmos essas portagens temos um impacto muito significativo nessas contas. Daquilo que estamos a falar é de uma redução que já foi significativa nas portagens, que permitiu poupar dezenas de milhões de euros aos utentes ao longo deste período. Este governo cumpriu o compromisso que tinha de reduzir as portagens nas autoestradas do interior”.  
Declarações que motivam fortes críticas por parte dos elementos contra as portagens. De acordo com Luís Veiga “ouvir o ministro dizer que não há condições para reduzir as portagens o que gostávamos é que ele nos dissesse como é que tem condições para pagar as rendas aos concessionários que tem taxas de rentabilidade de 15 e 16 por cento. Os empresários que aqui estão também gostariam de ter margens dessa ordem. É estranho ouvir o ministro dizer que não tem condições para baixar o valor das portagens mas depois tem condições para pagar rendas, independentemente de passarem 10, 20 ou 50 carros nesta autoestrada que, é bom que não se esqueça, que não é uma autoestrada mas sim uma via rápida de trabalho para os utentes e para as empresas que aqui circulam porque nós não temos nenhuma alternativa e é preciso que todo o povo português saiba disso”.
O dirigente da plataforma reafirma que Pedro Marques deve ser considerado «persona non grata» por toda a Beira Interior e espera que o primeiro ministro chame a si a resolução deste problema “esperamos que seja o senhor primeiro ministro da moderar esta questão porque estamos a preparar uma ida a Lisboa proximamente e essa acção terá de ser uma demonstração clara da forma que a Beira Interior tem nas suas duas comunidades intermunicipais”.

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