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Terça, 23 Out 2018
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SOCIEDADE
“ESSE RISCO NÃO PODE SER CORRIDO”
Rádio Cova da Beira
O presidente da entidade regional de turismo do centro teme que o processo de descentralização de novas competências do governo para as autarquias possa levar a uma municipalização daquele sector. Uma preocupação expressa na quinta edição do fórum de turismo interno que decorreu na Guarda.
Por Nuno Miguel em 10 de May de 2018

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Pedro Machado afirma que o trabalho seguido até agora tem trazido resultados muito positivos para toda a região “e aquilo que pedimos e desafiamos é que este processo de desconcentração e de descentralização não mine o sucesso que foi possível conquistar nestes últimos anos. É que não se pode correr o risco de querer municipalizar a actividade turística. Não é esse o desígnio dos empresários, que são verdadeiramente o músculo activo deste sector, a cair nesse desiderato. E à semelhança de qualquer processo de descentralização”
O presidente do “Turismo do Centro” acrescenta que esse processo de descentralização não deve colocar em causa a estratégia que tem vindo a ser implementada seja a nível interno seja ao nível da promoção externa “aquilo que nós defendemos é uma articulação, como aquela que estamos a praticar, entre o programa operacional, a comissão de planeamento e coordenação, os vários programas de valorização dos produtos endógenos e alavancando depois a estratégia da promoção externa. O Centro de Portugal é a primeira região que tem um programa chamado «produtos turísticos integrados» em que conseguiu cruzar no mesmo mapeamento as intenções e estratégias das oito comunidades intermunicipais e que envolvem cerca de uma centena de municípios”. 
Pedro Machado sublinha ainda que é necessário reforçar o investimento neste sector, que em 2018 tem menos verbas disponíveis do que há uma década atrás “a verba inscrita no orçamento de estado para 2018 para as cinco regiões de turismo do país é de 16 milhões de euros e 400 mil euros. Em 2008 era de 20 milhões de euros. Com a importância estratégica que tem hoje a actividade turística e muito em particular em conseguir dar resposta àquilo que são as exigências que todos os dias sentimos, tem de ser ajustado esse valor do orçamento de estado para poder dar resposta aos desafios que todos os dias nos são colocados”. 

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