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Terça, 16 Out 2018
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POLÍTICA
UFCC APROVA RELATÓRIO DE GESTÃO
Rádio Cova da Beira
A assembleia da união de freguesias da Covilhã e do Canhoso aprovou por maioria o relatório de gestão da autarquia referente a 2017. Os documentos estiveram em cima da mesa na última reunião do órgão e mereceram críticas por parte dos eleitos da oposição.
Por Nuno Miguel em 10 de May de 2018
Jorge Fael, da CDU, foi o único a votar contra os documentos, sublinhando que nem toda a documentação foi disponibilizada de forma atempada e os números apontam para a falta de estratégia que a união de freguesias tem evidenciado ao longo dos últimos anos “foram apenas apresentados alguns mapas relativos à situação financeira e mesmo assim de forma incompleta. O próprio executivo reconheceu isso e vamos aguardar que os documentos em falta nos sejam agora enviados. De qualquer forma eu salientei que já tinha votado contra o plano de actividades de 2017 por considerar que o documento mostrava uma opção política com ausência de investimento. Nesse sentido, e por uma questão de coerência, mantivemos o sentido de voto em relação a esta conta de gerência”.   
Já o eleito do PSD, Jorge Saraiva, acabou por se abster como forma de dar um voto de confiança ao trabalho do actual executivo e espera que, no futuro, a entrega dos documentos seja feita de acordo com os pressupostos legais “se a lei diz que tem de ser entregues um rol de documentos para interpretar os números, esses elementos devem ser facultados integralmente. Todavia sabemos que este executivo não é responsável pela totalidade dos documentos que apresentou e como tal entendo que pode ter alguma dificuldade na elaboração deste relatório. Por isso decidimos abster-nos como forma de dar um voto de confiança, acreditando que a situação no futuro não se vai voltar a repetir”.  
Também a bancada do movimento “De Novo Covilhã” optou pela abstenção. De acordo com Vítor Tomás Ferreira “as abstenções também servem para deixar um aviso, tal como eu transmiti ao presidente da assembleia de freguesia, que não vamos pactuar no próximo ano com uma situação idêntica a esta. Queremos ter as peças todas contabilísticas que nos permitam fazer uma análise de toda a parte financeira da freguesia e que já serão de responsabilidade deste presidente de junta. Por isso esta nossa abstenção funciona um pouco como prevenção para que no próximo ano tudo corra dentro das regras da democracia”.
A abstenção foi também o sentido de voto seguido pela bancada do CDS/PP, tendo José Horta sublinhando a importância de a informação ser disponibilizada de forma discriminada para melhor se perceber a acção desenvolvida pelo executivo no último trimestre de 2017 “tudo o que o executivo apresentou confere com a legalidade mas aquilo que nós entendemos é que devia existir uma maior transparência. Foi nesse sentido que dissemos que faria todo o sentido que as contas fossem apresentadas entre Janeiro e Setembro do ano passado, porque esse foi o período de responsabilidade do anterior executivo, e depois entre Outubro e Dezembro que é o período de mandato dos actuais órgãos. Isso iria permitir perceber de uma forma clara aquilo que foi realizado pelo anterior executivo e também as despesas e receitas efectuadas pelo actual”. 
Já o presidente da união de freguesias sublinha que a aprovação destes documentos dá mais força ao executivo para trabalhar de forma empenhada na resolução dos problemas das populações. Quanto À entrega tardia da documentação, Carlos Martins admite que existiu um erro mas que vai ser corrigido nos próximos anos “erros todos nós cometemos e estamos no início de um mandato. Houve aqui uma falha no envio uma vez que o tesoureiro da junta tinha os documentos em seu poder e de imediato se disponibilizou a entrega-los. De qualquer forma, penso que ficou aqui bem claro é que a união de freguesias está a fazer o seu trabalho e até final do mandato vamos continuar empenhados em trabalhar como temos feito até hoje”.

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