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Sábado, 14 Dez 2019
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CIMD Cabecalho
DESPORTO
VALVERDE - 1 ESTREITO - 3
Aguardava-se com alguma expectativa o desfecho final deste jogo. A equipa de Micas jogava muito do seu futuro no que ? segunda fase do campeonato diz respeito, visto que uma vit?ria seria um t?nico important?ssimo no manter das esperan?as em tal aspira??o.
Por João Perquilhas em 18 de Jan de 2010

A derrota que acabou por acontecer, deixa ainda alguma fé aos homens de Valverde, mas as coisas estão muito complicadas. Quanto à vitória conseguida pelos comandados de António Belo pouco há a dizer. Pouco isto é… foi um justo triunfo da melhor equipa, agora cirurgicamente reforçada, e que fazem deste conjunto um fortíssimo candidato à tão almejada subida de divisão.

Com uma entrada de rompante, os homens do pinhal cedo ganharam supremacia sobre um Valverde que não esperava um adversário tão forte, tão motivado, tão mandão (palavras de Micas à nossa reportagem). A baliza de Traboca desde muito cedo passou a estar sobre pressão e ao oitavo minuto só o corte providencial de João Alves à boca da baliza, impediu que o cabeceamento de Gil Duarte resultasse no primeiro golo para os visitantes.

O Valverde respondeu logo de seguida com um livre apontado por Hugo Gigante a ser devolvido pela base do poste esquerdo da baliza de Manuel Silva, e a recarga a ser incrivelmente desperdiçada por Martins, que atirou para fora! O jogo ganhava intensidade e os da casa demonstravam o porquê de ser uma equipa temível quando joga no seu reduto.  

Eram contudo os forasteiros que melhor estavam sobre o terreno de jogo e aos 13`conseguiram adiantar-se no marcador. Rui Paulo Rafael bem solicitado por um seu colega isolou-se, e perante Traboca não enjeitou a oportunidade que daria vantagem à sua nova equipa. Tudo fácil, tudo simples, quando os intérpretes são bons executantes…

A vantagem no marcador dava ainda mais tranquilidade aos pupilos de António Belo que estiveram perto de novos festejos à passagem do 25º minuto. David com um remate em arco obrigou Traboca a grande defesa para canto, na sequência do qual, o mesmo jogador viu o seu remate de calcanhar ser tirado in-extremis por Hugo Gigante, em cima da linda de golo.

Era o melhor período do desafio. Os forasteiros jogavam a toda a largura do campo, circulavam bem o esférico e dominavam um Valverde que, com um futebol menos trabalhado, não se conseguia impor na partida, pese embora a generosidade com que se entregavam ao jogo. Ângelo revelou-se inconformado com um remate cruzado que obrigou Manuel Silva a defesa complicada, mas até ao intervalo nada se alterou.

 

Na segunda metade viu-se menos futebol, mas houve mais golos, mais emoção. Dez minutos após o reatamento Edmilson marcava o segundo golo para o Estreito depois de uma grande penalidade que Mica cometeu sobre Tiago Marques, e 0-3 surgiria naturalmente ainda antes do minuto 70. Jogada bem desenhada pelo ataque do Moradal com Vieira a servir na perfeição o capitão David, que tranquilamente elevava a contagem.

Pelo meio Manuel Silva foi obrigado a grande estirada para anular um venenoso cruzamento de Gonçalo, e aos 74`seria Janilson a chegar ligeiramente atrasado na zona do segundo poste, a uma boa solicitação de Neves.

Sentia-se que o golo do Valverde acabaria por acontecer e de facto assim foi. O Estreito desperdiçou nova ocasião por Vieira que rematou às malhas laterais após passe soberbo de David, e na resposta (78`), Gonçalo com um remate pleno de colocação, fazia o tento de honra para a sua equipa. Foi um grande golo que premiava o labor e abnegação local, mas insuficiente para fazer mossa na bem estruturada formação forasteira que acabaria por vencer com toda a justiça.

O Estreito isolou-se agora na segunda posição (com menos um jogo) e soma pontos importantes para a segunda fase do Campeonato Ling, enquanto que o Valverde, com esta derrota é oitavo e já a nove pontos do 6º e último lugar que dá acesso à segunda fase, a da subida de divisão.

Paulo Abrantes e seus pares estiveram à altura do jogo. Apenas uma dúvida nos ficou. Pareceu-nos que Vieira aos 23` foi derrubado por Traboca no limite da sua área e que haveria lugar à marcação de penalty contra o Valverde, mas tanto o árbitro como o seu auxiliar, bastante mais próximos do lance que nós mandaram seguir o jogo, pelo que lhes damos o benefício da dúvida. Em tudo o resto esteve bem, nota bastante positiva portanto.


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