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Terça, 22 Mai 2018
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SOCIEDADE
"UM PROGRAMA ESPECIFICO PARA OS TERRITÓRIOS DE BAIXA DENSIDADE"
Rádio Cova da Beira
Foi ao som do hino da alegria, interpretado por alunos da Academia de Música e Dança do Fundão, que, na praça do município do Fundão, foram esta quarta-feira içadas as bandeiras da Europa, de Portugal e do concelho do Fundão.
Por Paulo Pinheiro em 09 de May de 2018

Alunos, docentes de escolas do Fundão e autarcas participaram numa sessão simbólica, na praça do município, para assinalar do Dia da Europa. Um dia assinalado a 9 de Maio de cada ano, que recorda a apresentação da declaração de Robert Schuman, em 1950, que propunha a criação de uma Comunidade do Carvão e do Aço Europeia, precursora da actual União Europeia.

São muitas as indefinições quanto ao futuro da Europa e ninguém arrisca prognósticos. Certo é que não fossem os dinheiros oriundos da União Europeia e a realidade dos países e regiões seria bem diferente.

No concelho do Fundão, desde 2002, através de candidaturas efectuadas e aprovadas, foram perto de 240 milhões de euros que a Europa aqui investiu “um valor significativo em ternos de volume de investimento alavancado a partir de financiamentos comunitários”, disse o presidente da CMF.

Numa altura em que decorre a reprogramação do actual Quadro Comunitário de Apoio, o presidente da autarquia tem uma certeza

“Já percebemos que o actual Quadro Comunitário para os territórios de baixa densidade, onde o Fundão se insere, mão tem sido suficientemente diferenciador de forma a diminuir as assimetrias. Isto é uma evidência, nomeadamente para a área das empresas onde mais de 85% do investimento total de apoio do actual Quadro para a região Centro tem estado nas Nuts do Litoral, ou seja, só 15% é que vem para os investidores no Interior do país e isso vai aumentar o fosso entre o Litoral e o Interior de Portugal”.

 

O edil fundanense promete em vários fóruns defender a necessidade, de “uma vez por todas, em vez medidas avulsas se crie finalmente um programa nacional alavancado por financiamento alavancado por financiamentos comunitários para os territórios de baixa densidade”.

Para Paulo Fernandes “esse é um caminho essencial. Não irmos quase de chapéu na mão, em cada um dos programas, a ver que migalhas se conseguem para fazer a diferenciação para estes territórios, isso não funciona”, defende o autarca fundanense.

 

De acordo com o presidente da câmara municipal do Fundão, é crucial a criação um programa integrado, logo nacional, direcionado para os territórios de baixa densidade

“Creio que nos contactos que temos tido no Conselho Regional há espaço para fazer este caminho até porque, está como nunca, a agenda do interior do país e da baixa densidade entrou na esfera daquilo que é um desígnio nacional, até infelizmente pelas calamidades que aconteceram (incêndios), e creio que há condições para que isso seja feito. É preciso defender esta ideia em Bruxelas, mas creio que também lá existe sensibilidade para aceitar a criação de um programa específico, para além dos temáticos e regionais, que tenha um conjunto de medidas só para os territórios de baixa densidade”, conclui Paulo Fernandes.   

 


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