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Quinta, 24 Mai 2018
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SOCIEDADE
USCB QUER CONHECER VALOR DOS APOIOS
Rádio Cova da Beira
A União de Sindicatos do Castelo Branco vai exigir ao governo que torne público o valor dos apoios financeiros atribuídos às instituições de solidariedade social que desenvolvem a sua actividade no apoio a crianças e idosos. A reivindicação apresentada por Luís Garra numa conferência de imprensa para assinalar o dia da segurança social, que se assinalou esta terça-feira.
Por Nuno Miguel em 08 de May de 2018

De acordo com o coordenador da união de sindicatos “temos um enorme apreço e consideração pelo trabalho meritório e competente que, salvo pequeníssimas excepções, é desenvolvido por inúmeras instituições de solidariedade social que colmatam a ausência de resposta do estado na protecção na infância e na velhice. Mas sempre dissemos que esses apoios, até para salvaguarda do bom nome de quem os recebe, devem obedecer ``as regras de transparência, do rigor e da boa gestão e por isso não podem estar sujeitos às regras de confidencialidade. Aliás factos bem recentes mostram que assim terá de ser. Lamentamos por isso que o governo continue a ignorar os reiterados pedidos de informação que temos solicitado e deste dia da segurança social voltamos a solicitar publicamente essas informações sobre os apoios financeiros concedidos a instituições do distrito de Castelo Branco. Cremos que ninguém terá interesse numa situação de secretismo e de opacidade”.

 

 

Luís Garra acrescenta que “ao longo dos últimos anos o sistema de segurança social tem estado sujeito a enormes pressões pela política de direita, a pretexto de garantir a sua sustentabilidade mas na actual correlação de forças na assembleia da república já se reverteram algumas medidas gravosas que diminuíram prestações como o subsídio de desemprego e pensões”. No entanto o coordenador da união de sindicatos afirma que “há ainda muito para fazer porque persistem muitas restrições aos direitos sociais. Por exemplo no sistema de pensões, a grande maioria das atribuídas são de baixo valor e por isso é necessário introduzir profundas alterações para que ao cabo de uma vida de trabalho, tantas vezes penosa e iniciada demasiado cedo, os trabalhadores disponham de pensões que lhes proporcionem rendimento suficiente para viver com dignidade na sua velhice”.

 

O sindicalista sustenta que a segurança social pública só será forte com “uma estratégia de desenvolvimento baseada no aumento da produção nacional, no aproveitamento pleno dos recursos do país e no investimento produtivo com particular impacto nos sectores dos bens e serviços transacionáveis. Também com uma política fiscal mais justa e com o combate à economia paralela, à fraude e à evasão fiscal e com mais intensas e profundas políticas sociais”.  A actualização do indexante dos apoios sociais para que seja igual ao valor do salário mínimo nacional, o reforço da protecção social dos desempregados, garantir a totalidade da pensão de reforma para todos os trabalhadores com 40 anos de descontos e a reposição de funcionamento dos conselhos consultivos distritais da segurança social foram outras das propostas apresentadas pela união de sindicatos de Castelo Branco.


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