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Quinta, 24 Mai 2018
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SOCIEDADE
JORGE COLAÇO AMEAÇA IMPUGNAR AG DA SCMF
Rádio Cova da Beira
O irmão da Santa Casa da Misericórdia e pároco do Fundão, Jorge Colaço, pode impugnar a última assembleia- geral da instituição. Em causa estão alegadas irregularidades que constam de um documento que entregou ao presidente da mesa da assembleia geral.
Por Paulo Pinheiro em 08 de May de 2018

Ainda antes do início da reunião, Jorge Colaço expressou a vontade de intervir para ler um documento. O presidente da mesa da assembleia geral prometeu dar-lhe a palavra mas só no último ponto da ordem de trabalhos em “outros assuntos”.

Jorge Colaço decidiu abandonar o encontro, mas antes entregou a Manuel Ramos a declaração escrita, que só mais tarde, antes da votação das Contas de Gerência, foi lida, com a contestação de alguns dos presentes, pelo membro da mesa Vaz Henriques.

O padre fudanense alega várias irregularidades processuais, desde logo os documentos que não foram disponibilizados no período estabelecido pelos estatutos, mas também a ordem de trabalhos que constava na convocatória não se encontrar conforme o número dois, alínea b, do artigo 22 no que se refere à finalidade da reunião ordinária, que deveria ter como primeiro e fundamental ponto de discussão “apreciar, discutir e aprovar o relatório de actividades e contas do exercício do ano anterior”, tendo este assunto sido relegado para o final da reunião, defende.

De acordo com Jorge Colaço, não foram colocados para consulta dos irmãos todos os documentos que devem constar do relatório de actividades e das contas de gerência relativos ao ano de exercício 2017.

“Tendo em conta uma crescente e generalizada descrença quanto à viabilidade económica da SCMF e seguindo o pensamento da mesa administrativa de transparência, torna-se obrigatório justificar mais e melhor o contraditório”, refere Jorge Colasso, que sugeriu que, face ao elevado número de pontos na convocatória, fosse convocada uma assembleia geral extraordinária para discutir e apreciar o relatório de actividades e contas do exercício do ano anterior colocando de imediato todos os elementos contabilísticos à disposição dos irmãos logo que a convocatória seja expedida, assim como a possibilidade de consulta da auditoria feita às contas do exercício de 2017.

“Se a mesa da assembleia -geral não suspender os trabalhos considero que as irregularidades apresentadas são demonstrativas da concreta violação da lei e do compromisso constituindo fundamento bastante para o pedido de impugnação da AG bem como de todas as deliberações que nela forem tomadas cabendo segundo as normas do compromisso e do direito canónico o recurso ao bispo diocesano e ou tribunal eclesiástico”, concluiu.

 

Questionado pela RCB no final da reunião sobre a possível impugnação da assembleia-geral, o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Fundão assegura não estar preocupado com a situação


“Não estou minimamente preocupado com a impugnação. Cada irmão é livre de agir como entende e se o irmão Jorge Colasso, antes da assembleia, entende a mesma deve ser impugnada é livre de seguir o seu caminho. O que me importa são apenas os interesses da instituição e não me prendo com minudências”, declara.

 

Jorge Gaspar não acredita que, perante a importância das decisões tomadas na assembleia-geral, o irmão Jorge Colasso coloque em causa o futuro da instituição

“Tomámos deliberações extremamente importante para a sustentabilidade da misericórdia do Fundão. Não quero crer que o irmão padre Jorge Colasso, com as responsabilidades que tem, tenha a coragem ou a veleidade de com uma impugnação por em causa projectos que são estratégicos para a SCMF, porque ao fazê-lo está a colocar em causa o futuro da instituição. Como irmãos temos que ver muito para além do nosso umbigo, dos nossos interesses”, aponta o provedor da misericórdia do Fundão.

 


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