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Terça, 22 Mai 2018
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POLÍTICA
JUNTAS RECLAMAM IGUALDADE
Rádio Cova da Beira
Aprovação de contrato de delegação de competências, no valor de 100 mil euros, com a União de freguesias de Cantar Galo e Vila de Carvalho gera polémica na assembleia municipal da Covilhã.
Por Paula Brito em 08 de May de 2018
O apoio, que se destina à implementação do plano de acção social da freguesia, levou o autarca de Boidobra, a questionar o executivo sobre o tema.

“Se isto é um encapotamento para pagar despesas que a freguesia necessita e que tenham sido colocadas à autarquia, ele tem que ser apresentado de outra maneira.” Se assim não for, o autarca questiona “o que é que a junta de freguesia da Boidobra precisa para apresentar um projecto à câmara municipal ao nível da acção social, no sentido de protocolar acções de âmbito social que possam ser desenvolvidas em cada uma das freguesias?”

Foi Pedro Leitão, presidente da União de freguesias de Cantar Galo e Vila de Carvalho, que respondeu a Marco Gabriel.

“A Boidobra precisa fazer o que eu estou a fazer na freguesia de Cantar Galo e Vila de Carvalho, porque falar de apoio social é executá-lo, não ter a retórica na boca e quando vamos para o terreno não ter o apoio social. É discriminatório este protocolo? Então é discriminatório quando a câmara apoia um lar numa freguesia e na minha não? É discriminatório quando há uma requalificação de escola numa freguesia e a minha não está requalificada? É discriminatório quando há um parque de eventos, um edifico interpretativo e uma piscina e na minha não?”

Marco Gabriel diz que não estão em causa as infra-estruturas específicas de cada freguesia, mas sim uma área que é transversal a todas as juntas do concelho. Uma ideia partilhada pelo autarca do Ferro, Paulo Ribeiro.

“Todas as freguesias têm imensas carências, todos nós vamos propondo à câmara e às vezes parecemos mais pedintes de junta do que presidentes de junta, a câmara tem as suas limitações. É interessante, e espero que este projecto corra bem ao Pedro e que seja um exemplo para todos nós, se a câmara municipal teve a boa vontade de apoiar este projecto em Cantar Galo e Vila de Carvalho, saber quais os critérios para as outras freguesias poderem solicitar apoios similares.”

A discussão levou o presidente da câmara da Covilhã a admitir apoiar outros projectos similares. Vítor Pereira diz que a especificidade do projecto social da União de freguesias de Cantar Galo e Vila de Carvalho, esteve na base do apoio da câmara municipal, desde 2013.

“Este projecto nasceu em 2013, teve a necessária cobertura financeira por parte do município, isto não significa que outros senhores presidentes de junta ambicionem e tenham o direito de reivindicar para as suas freguesias idênticos projectos. Neste caso concreto, atendeu-se não apenas às dificuldades ali existentes, mas também ao projecto em si que tem dado frutos e que eu espero que, como sempre, este dinheiro seja bem aplicado. Não se trata de discriminar, apenas diferenciar positivamente atendendo às circunstâncias que acabei de referir.”

Um contrato de delegação de competências que acabou por ser aprovado, por maioria, com sete abstenções, das bancadas, do CDS “com base nas questões levantadas pelos restantes presidentes de junta”, do PSD, que se questiona “o que vai acontecer se outros projectos similares forem apresentados à câmara” e do movimento “De Novo Covilhã” pelas mesmas razões.


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