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Quinta, 24 Mai 2018
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SOCIEDADE
UFCC: OPOSIÇÃO PEDE ESCLARECIMENTOS AO EXECUTIVO
Rádio Cova da Beira
A decisão tomada pela união de freguesias da Covilhã e do Canhoso em ceder instalações para o funcionamento das associações de amigos solidários da Covilhã e do Canhoso foi um dos temas que aqueceu o debate na última reunião da assembleia de freguesia
Por Nuno Miguel em 04 de May de 2018
Tudo porque vários eleitos do órgão questionaram o executivo sobre se essa cedência não deveria ser aprovada pela assembleia de freguesia, uma vez que Carlos Martins é um dos sócios fundadores das duas novas associações.
De acordo com o autarca não é a junta de freguesia que integra as duas associações e o que importa é criar condições para que elas possam desenvolver a sua actividade na área social. Explicações que convenceram o eleito da CDU, Jorge Fael “o cidadão Carlos Martins faz o que entender e pertence às associações que quiser. Se fosse o presidente da junta de freguesia a criar uma associação, seja ela qual for, isso seria incorrer numa ilegalidade porque teria de ser dada autorização prévia da assembleia de freguesia. A questão foi aqui explicada e pela minha parte aceito o que me foi transmitido”.
Menos convencido ficou o eleito do PSD. Para Jorge Saraiva a junta de freguesia está a assumir um papel que não lhe compete uma vez que o objectivo é que as duas associações passem a ser instituições particulares de solidariedade social “não fiquei convencido dos fins nem que essas associações possam ter o cabimento que eu desejaria que era que no Canhoso pudesse haver um centro de dia como foi aventado, desejaria que pudesse haver uma creche para dar resposta às necessidades das famílias que aqui residem e também que na Covilhã se fizesse um centro de dia para idosos mas, como já tive oportunidade de dizer, não faz parte do ADN de uma junta de freguesia ser um motor de desenvolvimento nessa área”.
Já o líder da bancada do movimento “De Novo Covilhã”, Vítor Tomás Ferreira, entende que “há aqui alguma precipitação por parte da junta de freguesia porque os argumentos que foram apresentados são que quaisquer cidadãos podem criar uma associação e depois fala-se logo que se quer candidatar a IPSS. Penso que há aqui algum deslumbramento uma vez que não nos foi apresentado nenhum documento sobre a forma como tudo isto foi pensado e naturalmente que daqui por um ano cá estaremos para questionar o executivo sobre aquilo que foi feito”.
Também o líder da bancada do CDS/PP, José Horta, sustenta que as explicações dadas por Carlos Martins não convencem “o senhor presidente tem um estilo próprio de gerir este tipo de reuniões e quando a razão lhe está a faltar, descamba para uma retórica que não lhe fica nada bem e aqui faltou ao respeito à democracia. Ele não sabe lidar com quem o interroga sobre alguns aspectos da sua gestão”.
Questionado pela RCB sobre o assunto, Carlos Martins considera que o mais importante é sublinhar que “com a criação destas duas associações, a união de freguesias ficou mais rica. Já expliquei que no Canhoso é possível que algumas valências sejam criadas de forma mais rápida uma vez que existe um edifício disponível. Na Covilhã já conversámos com a câmara municipal e o nosso desejo é que o mais rápido estas duas associações venham a ser reconhecidas como IPSS”.
Uma reunião que ficou ainda marcada pela aprovação unânime da proposta de adesão da união de freguesias à associação “Rude”. A anteceder a reunião estava agendada uma cerimónia de assinatura de protocolos com o Águias do Canhoso e com o projecto “Refood” mas que acabou por ser adiada devido a alguns impedimentos de última hora. A cerimónia vai agora ser agendada para uma nova data. 

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