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Sexta, 20 Jul 2018
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POLÍTICA
FUNDÃO: SESSÃO DE ABRIL GERA DISCUSSÃO ENTRE PS E PSD
Rádio Cova da Beira
A bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal do Fundão entende que a intervenção do representante do PSD na sessão comemorativa do 44º aniversário do 25 de Abril, que este ano decorreu na freguesia de Alpedrinha, “ultrapassou os limites do aceitável”.
Por Paulo Pinheiro em 04 de May de 2018

Na última sessão da Assembleia Municipal do Fundão, no período antes da ordem do dia, José Pina, do PS, defendeu que o que aconteceu na última sessão em Alpedrinha “é um momento que importa ultrapassar”.

Em causa está a intervenção de Cristiano Gaspar (http://www.rcb-radiocovadabeira.pt/pag/45189), que na opinião do líder da bancada dos socialistas “não se enquadra no propósito bem determinado e contextualizado de homenagear o 25 de Abril e o seu significado para o povo português”.

Para o PS a intervenção “ultrapassou os limites do aceitável” e , por isso, José Pina deixou uma recomendação aos partidos com assento na AMF

“Recomendamos aos grupos municipais e à assembleia municipal que no futuro, já no próximo ano, impeçam a transformação e um acto solene num palco de combate político partidários sem direito ao contraditório”.

Os socialistas deixaram ainda uma homenagem a todas as mães, cujo dia se comemora no próximo domingo, em particular aquelas que sofreram ou ainda sofrem das dores “provocadas por uma guerra colonial que as afastou precocemente dos seus filhos vendo-os partir vivos e regressar mortos ou estrupidados e que nem a revolução dos cravos conseguiu apagar. São as mães que à altura viram uma ditadura roubar-lhes o presente e hipotecar o futuro risonho”. 

Se a última parte da recomendação não mereceu quaisquer reparos, a crítica ao PSD motivou uma intervenção de Jorge Garcês. O eleito social-democrata ficou com dúvidas quanto à posição do membro do PS em relação ao 25 de Abril “se é de reconhecimento dos valores que ali nasceram ou se de saudosismo em relação ao anterior regime porque nas suas palavras havia um certo toque salazarento e não posso deixar de repudiar essa posição. Não se entende como é que pode vir à AMF algo semelhante a uma tentativa de calar a opinião de um jovem e isso fica-lhe muitíssimo mal a si e ao seu partido”.

Invocando a defesa da honra, José Pina voltou à tribuna para garantir que nunca foi sua intenção calar ou mandar calar alguém. Quanto à acusação de ter um laivo salazarento Na sua intervenção

“A mim só me ofende quem eu quero e o senhor deputado não me ofende. Para lhe dizer que de Salazar deve ter ouvido falar, e só, e já não é pouco, e salazarentos são aqueles que querem apelidar os outros de salazarentos, esses é que são os verdadeiros ditadores”, concluiu.


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