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Terça, 16 Out 2018
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POLÍTICA
FUNDÃO: ESTADO DA RUA DA CALE “É INSUSTENTÁVEL”
Rádio Cova da Beira
Pedras soltas e algumas partidas, estacionamento que leva a que os carros fiquem onde os peões deviam passar, pessoas que já caíram “é uma situação insustentável na rua da Cale”. O cenário traçado na última sessão da assembleia municipal do Fundão por Eduardo Saraiva.
Por Paulo Pinheiro em 04 de May de 2018

Visivelmente irritado com o panorama encontrado numa das mais emblemáticas artérias da cidade, Eduardo Saraiva testemunhou mais uma situação, entre muitas que ali acontecem, de uma mãe que levava o seu filho no carrinho de bebé e teve que se desviar porque uma camioneta circulava na via “isto custa-me imenso que aconteça na minha terra” e acrescentou “a situação em que a rua se encontra demonstra que opção técnica tomada foi errada”, disse.

O eleito do PSD espera que algo seja preservado da “Casa dos Ferreiras”, situada naquela zona “dizem-me que querem fazer Open Space, mas está lá muita memória. Já lá estive e sei que é difícil preservar tudo o que lá se encontra, é preciso muito dinheiro que a câmara não tem, mas aquela casa tem história. Foi ali que começou o Fundão. A memória não pode ser destruída”, frisou Eduardo Saraiva.

Ideias partilhadas por Rosa Moreira. A eleita do PS recordou que em anteriores mandatos, quando as obras começaram, em diferentes momentos alertou para os problemas que estavam a surgir

“Várias vezes alertei para o material escolhido e para os problemas que estavam a acontecer, num investimento com verbas do município, e sucessivamente a bancada do PSD algumas vezes achincalhou e outras minimizou. A verdade é esta: o investimento está feito e foi um péssimo trabalho e não nos podemos desculpar com as opções técnicas”, defendeu.

Para que não existam dúvidas quanto à decisão das opções e das obras ali efetuadas, o presidente da câmara assumiu que “todas as responsabilidades associadas às intervenções em espaço público são do presidente e na delegação dele com os vereadores, todas. Que isto fique claro”, disse o edil.

 

Para Paulo Fernandes, a questão central na zona histórica da cidade é a mobilidade “fizemos a e fazemos um grande investimento e toda a gente acha que as faixas de mobilidade favorecem o cidadão. Também ninguém está contra que os espaços públicos que foram requalificados, muitos deles estão melhor e alguns deles melhoraram bastante”, defende o autarca.

 

O chefe do executivo, que informou a assembleia de reuniões recentes com comerciantes da zona histórica, lembrou ainda os debates realizados há cerca de cinco anos sobre o tipo de intervenção a efectuar na rua da Cale e que deles saíram “uma espécie de acordo cívico” que é crucial na preservação de toda a área antiga da cidade

“Se cada um de nós assumir a responsabilidade do ponto de vista cívico é natural que não existam carros mal estacionados em sítios, nomeadamente nas faixas de mobilidade, que fazem com que as pessoas tenham que passar para a via, o que não pode ser. Não podem haver largos, como do da Igreja, que nas últimas semanas, e por diversas vezes, tinha praticamente um parque de estacionamento em cima das lajetas, mesmo ao lado do templo, que é uma questão proibida. Vejo na rua da Cale carros de proporções não adequadas que provocam efeitos daninhos na intervenção feita”, realça.

Paulo Fernandes anunciou uma nova abordagem para os bairros da cidade

“Precisamos de uma maior proximidade com os bairros mais tradicionais e vamos procurar que com pequenas afinações (alteração do sentido de tráfego, colocação de um ou outro processo para evitar abusos sistémicos em relação ao estacionamento, entre outras possamos melhorar a situação”, assegurou o presidente da CMF.    


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